SDMQ – Queimando atrás

Batman, batman. Eu estou tentando, mas você insiste tanto em dar as caras por aqui. Não tem pra ninguém, nem o Super com sunga francesa por cima do uniforme, nem a Mulher-Maravilha levando palmadinhas, nem o Thor sapinho… Nada jamais vai ser pior que as (Como poderei chamar?!) “bat-aventuras” que você e o Robin vivenciam. Sad, but true…

Se bronzeando artificialmente pelado com o prodígio? Que raios você ensina para esse guri, Bruce? Santa baitolice, Batman!!

Toma Rumo Guri!!

Coluna da Lois #7

             Saudações.


     
      Hoje estou na pilha de botar a boca no mundo. Pô, qual é? Acha que é assim? Chegar, chegando na coluna dos outros e falar as asneiras que quiser, mesmo com ordem judicial de direito de resposta e o “caramba”? Não, não gostei nada disso tudo e ainda tive que ficar quieta enquanto alguém que quiçá aprendeu a falar inglês debulhava “elogios” a minha pessoa em uma língua que mal compreendia seus conectivos e semântica. Pois mexeram com a pessoa errada, ninguém mexe com LOIS LANE!!
     Declaro guerra pessoal ao senhor Clark Kent que não teve a hombridade de fazer valer-se de seu próprio prestígio para levantar a opinião pública ao seu favor. Estou disposta a acabar com cada molécula de seu corpo e denegrir cada ator que o vivenciou no grande ecrã. Ah, me aguarde, querido… Porque no bom português que sequer fez questão de compreender: “Ah,o bico vai pegar”.
     Imagens? Sério, sua contemplação dos fatos se deve a capas dos anos 60, a era de ouro dos quadrinhos? Hoje em dia com o Jeph Loeb é que você devia estar preocupado com toda aquela monstruosidade, , mas não, cismou com beijinhos super (pegaram?) inocentes que troquei com a trupe da justiça. Sempre fui “pra frentex”, quem mandou me enrolar como o iô-iô platinado que o Jimmy Olsen ganhou quando começou no Planeta? Pois é. Isso só mostra que faltou firmeza, faltou fibra, faltou o aço, né?
     Não querido repórter que nunca ganhou um Pulitzer, não o acusarei de ser o Superman, não ousaria ter tamanhos delírios. O que farei é algo mais gostoso e apreciável aos olhos da população. Aguarde, pois você verá o que é acender a ira de uma mulher.


      Beijos de sua amiga de todas as horas, Lois Lane!

 
Coluna Anterior da Lois Lane AQUI.

Continuem
acompanhando a coluna semanal da Lois Lane em terras brazucas num jornal
fictício – Que por coincídencia tem o mesmo nome de um jornal de
verdade do Rio Grande do Sul que tem capas como ESSA,
mas que em momento nenhum me influenciou em nada. Lembrando que isso é
um blog de humor e por isso não deve ser levado muito a sério. Fora
isso para quem não souber, a foto da garota que encarna o papel de Lois
nesses posts é a atriz Amy Adams que está escalada – Pelo diretor?! –
para viver no cinema a mocinha por quem o azulão vive babando. Feito
tal comentários só me resta dizer…

        

Fantasia Nerd – 03

E aí? Belezura?

Hoje o Fantasia Nerd tenta entender um pouco mais das – dã – fantasias nerds. Mas veja só, isso é algo há se ponderar. Nerd é um cara que manja de tudo um pouco do mundo fantástico dos quadrinhos, filmes, novelas, ops, GAMES. Essas coisas. Porém por mais que se saiba de tudo um pouco todo nerd tem seus favoritos e, no caso, as  favoritas. Se o nerd gosta de quadrinhos ele vai babar pela Supergirl, Mulher-Gato, Gata-Negra, Mulher-Invisivel… Se gosta de filmes da princesa Léia, da Lois Lane, da Jéssica Rabbit… Games tem a Lara e outras musas. O ponto é que nerd gosta e muito de mulher, às vezes só não tem culhões de conseguir uma. Porém ele vai alimentando suas fantasias naquelas que foram suas primeiras paixões inocentes e quando vêem o culminar desse despertar de sentimentos carnalizados em uma mulher de carne, osso e peitos… Bem, daí é história.
O que queria demonstrar nesse argumento é que nerd ama cosplay pelo fato de poder pegar aquela mulher que ele sempre desejou, mas que não passava de pixeis. Como por exemplo… a April, nossa jornalista em carne, osso, peitos e macacão amarelo.

Cantada do dia: Se te pego, April, eu te mostro o Destruidor. =p

Toma Rumo Guri!!

A Morte do Cavaleiro 2

   O cavalo desacelerou, suas patas arrastavam terra para frente. Do animal desceu um pequeno homem carregando uma pequena bolsa e mantinha um semblante assustado.
   – Bargon! Você tem que voltar ao castelo. Estamos sendo atacado pelo temível Negro. 
   Negro era um cavaleiro como Bargon, exercera o mesmo cargo real que ele e atingira feitos heróicos, porém foi corrompido pelo lado escuro abdicando de todo seu prestígio. Aprendera feitiçaria e hoje se apresenta como o maior perigo de
Thumarius. Antes de se exilar prometeu que três coisas se cumpririam: Casaria com lady Mary, se tornaria imortal e cravaria uma espada no peito de Bargon, que o enfrentara e o expulsara das terras do rei com a ajuda dos Gafanhotos. 
   – Foi tudo um plano para nos tirar de perto, nos distrair! – Exclamou Daigon.
   – Vamos, não percamos tempo. – Disse Bargon erguendo seu braço rumo ao norte e montando seu cavalo.
   Cavalgaram por dois quartos de hora e quando o sol já se retirava do horizonte chegaram ao pé do castelo. Não havia balbúrdia alguma. Momadi viu um homem escondido atrás de um barril e puxou-o e empurrou-o em direção de Chrakhuo que o fez falar:
   – Vamos, não se afobe – Enquanto levantava o homenzil do chão devido ao seu tamanho – Onde está o rei, a lady Mary e o Negro?
   – O Negro invadiu os portões de ferro e passou por todos os homens que estavam a postos. Ele está no hall, de pé ante nossa majestade…
   – Okay. Deixe que mostremo-lhe como agir de forma adequada.
   O rei estava caido ao chão. Foi levantado por Bargon e amparado. Não estava muito ferido e apontou para a sala de tesouros. Estava aberta, aliás arrombada. Por muitos anos a porta daquela sala esteve encerrada e agora permanecia escancarrada, dando-lhe instruções precisas de o que havia acontecido. Bargon e os Gafanhotos invadiram a sala e viram o Negro entre inúmeros artefatos raros, com a lady Mary entre seus braços. Ele olhou para eles como se soubesse que não se atrasariam para a festa. Jogou-a ao chão e ela logo foi acolhida pelos Gafanhotos. Bargon falou:
   – Deixem que eu me encarrego dele…
   – Ajudaremos-te então. – Disse Chrakhuo.
   – Não. Cuidem de lady Mary, eu do cavaleiro negro. – Puxando a sua espada que havia pêgo no hall.
   O cavaleiro feiticeiro parecia rir. Não havia motivo para graça, mas ele parecia achar tudo mais e mais engraçado. Negro se chamava Heikdô, era hábil com lança e espada. Tinha a pele caucasiana e um enorme e grosso cabelo preto como um céu de tempestade. Sua aparência era severa e formal, embora aparentasse ainda ser jovem. Algumas rugas começavam a cruzar sua face como grandes estradas, porém nada que o fizesse perder sua jovialidade, nem mesmo sua altivez.
   – Chegou a hora de eu cumprir o primeiro dos meus juramentos. – Vociferou Negro. – Está vendo essa espada? Pois você a verá cada vez mais e mais perto até que eu possa enfeitá-la com seu sangue.
   – Se é uma batalha que você pede, é isso que vai ter…

   Os dois homens se lançaram como feras sobre o outro e o que se ouviu foram os sons de metais pesados se degladiando com muito furor.

Carrie, A Estranha (1976)

  
   Muito mais entusiasmada hoje do que nas outras edições dessa coluna, venho escrever sobre um clássico do terror, um dos filmes mais bem feitos, na minha concepção. O motivo de fugir do habitual por aqui? Os péssimos filmes que estreiam essa semana. Nem teria o que falar, mesmo se juntasse todos. Um pior do que o outro… mas voltando ao que dizia, vocês já devem ter notado qual o filme escolhido, não é mesmo? Então vamos às informações gerais, ou ficha técnica (aviso aos presentes: a seguir vem tudo que eu quiser falar sobre o filme, então se você ainda não viu e ficou interessado, fique atento pois o texto possui conteúdo revelador):

   Título Original: Carrie
   Direção: Brian de Palma
   Roteiro: Lawrence D. Cohen
   Elenco: Sissy Spacek, Piper Laurie, Amy Irving, William Katt, John Travolta, Nancy Allen
   Duração: 98 minutos
   Gênero: Terror/Suspense
   Lançamento: 1976
  
   Agora me diz  que a maioria já viu ou pelo menos ouviu falar dessa superprodução. Assisti primeiro àquela bagaça feita em 1999, como era pequena e me impressionava com pouca coisa gostei. Sou grande admiradora dos filmes de terror e suspense, e isso não é recente. Desde pequena demonstro interesse pelo gênero, e pesquisando sobre o filme em questão, descobri que este era uma espécie de continuação, para alguns um “remake” de um filme antigo baseado no livro de mesmo nome, escrito por ninguém menos do que o mestre Stephen King. Sem perder tempo, aluguei o livro na biblioteca municipal da minha cidade e passei momentos muito gostosos lendo sobre o sobrenatural, vingança e violência. Tempos mais tarde, tendo televisão por assinatura em casa, descobri que o filme original seria exibido. Não me decepcionei, tirei o chapéu para diretor, roteirista e atores. O filme ficou uma jóia do terror, tinha a alma de King. A atuação da Spacek não deixou a desejar em nenhum momento, vi realmente a Carrie nela.  

     

   Sem mais delongas, vamos ao filme: Nele conhecemos Carrie White, uma garota tímida e sem amigos. Por morar completamente isolada de todos, com sua mãe biruta, zureta e fanática religiosa, ela tem a fama de ser esquisita. Como só tem contato com o mundo exterior quando vai à escola, Carrie é constantemente achincalhada (qual é, naquela época não existia o termo bullying) pelos colegas. Durante um dos seus muitos momentos de humilhação, a garota descobre que pode fazer objetos se mexerem. Nada mais nada menos do que poderes telecinéticos (se ela tivesse procurado se informar sobre o assunto, teria chegado ao Professor Xavier e se aconselhado com a Jean Grey, nada da tragédia que viria a seguir teria acontecido. Porém, Stephen King provavelmente não daria esse desfecho à personagem principal, o que para alguns pode ter sido uma pena). Impressionada, a perturbada garota passa a testá-los.
   Sua vida vai seguindo com acontecimentos cada vez mais humilhantes por parte das colegas de escola, culminando na agressão de uma colega, Chris, pela professora de educação física e na sua proibição de ir ao baile da escola. Sue Snell, uma de suas colegas, penalizada por causa das brincadeiras horríveis contra Carrie, pede ao seu namorado que acompanhe a infeliz garota ao baile, com o intuito de ela ter uma noite inesquecível.  

     
   Dito e feito, a garota é até escolhida a Rainha do Baile (que atire a primeira pedra a guria que nunca sonhou com esse momento *-*)… o que ninguém contava é que havia uma terrível armação contra Carrie em curso. A maléfica Chris, seu namorado (vivido por John Travolta, segundo filme do cara e ninguém dava nada por ele. Foi estourar a boca do balão pouco tempo depois, em Os Embalos de Sábado À Noite) e a turminha de amigos estão preparando mais uma brincadeirinha: e assim, a então Rainha Carrie é lavada com sangue de porco, na frente de toda a escola, que ri e debocha sem dó da coitada:
    
   É aí que a coisa deslancha para o mal mesmo. Roída de ódio e revolta, a garota é tomada por tamanha onda de vingança que acaba usando seus poderes para matar todos os presentes, violentamente. E não pára por aí: cheia de raiva, sai à procura dos responsáveis por sua humilhação. Melhor momento do filme para mim, com certeza. Enfim, excelente atuação de todos, excelente produção. A adaptação do livro ficou de fato muito boa, coisa rara de acontecer, principalmente com o King (vide O Apanhador de Sonhos. Querem uma opinião, basta perguntarem ao dono do blog no qual escrevo neste momento). Dizem que vai sair um novo filme. Não será uma continuação, e sim uma “fiel adaptação ao livro”, como foi noticiado recentemente. Não sei não, hein… Para quem gosta de terror, vale muito a pena assistir ao filme e ler o livro. Recomendo os dois. 😉
Beijos da Bezerrinha

SDMQ – No colinho do Batman

Ter um sidekick não é fácil. Além de você ter que arcar com uma boca a mais (O que no caso de um milionário não importa muito) para sustentar, ser acusado de pederastia por abrigar um homem estranho em sua casa (Sério, vai no circo e volta com um garotinho pra criar… Que porra de sentido faz isso?) ainda tem que cuidar dos ferimentos dele – o que não são poucos por ele não ser o herói principal fodão – e ir apanhá-lo no hospital e carregar no colo…

Porém nada é mais humilhante do que ser zoado pelo próprio sidekick que usa capa amarela e sapatinhos verdes. “Batman dando seu melhor soa gay…”. Putz meu, o Batman as vezes vacila feio.

Taí uma boa idéia de imagem para os Artesanoides fazerem uma caixinha, haha.

Toma Rumo Guri!!

Coluna da Lois #6

 

Saudações, como dizer minha ex.


    
Antes que vocês se apavorar (perdôoem meu espãnol, não estou habil a essa lingua barbária como vossa amiga, Lois) deixem-me apresentar. Sou Clark Kent, jornalista de muito respeito em Metrópolis no jornal Planeta Diário. Meu adevogado, sr. Fisk mostrou-me uma chance única de acabar de vez com os golpes de minha antiga paixão, mostrando em pleno seu material de trabalhar o quanto louca ela é e não confiável no sentido de ser um tanto quanto delirante. 
      O que faço aqui? Exercendo meu direito de resposta plenamente constituído pela justiça corrupta de seu país. Onde ela está? Encharcando aquela caveira loira em depressão e uivando frases contra mim. Divertido, não?
      Como não aprender sua língua direito só quero dizer que ela dizer que eu traio ela todo tempo. Eu digo o contrário e não sou muito das palavras, sou mais músculos, sabem? Erm… Ando malhando… Mas sou da velha escola do jornalismo que diz que uma imagem vale mil palavras. “Curte aí”…

     

Como vocês poder ver essa mulher é a promiscuídade em pessoa. Devo ficar com o barco também. Ah, se por acaso ela começar a dizer que sou o Superman (Vocês chamar de “super-hombre”), lembrem-se da pessoa sem equilibrio e clareza que ela é. 
Obrigado por me “ouvirem”. Valeu, México!!

      Abraços de seu amigo de aço, Clark S. Kent!

 
Coluna Anterior da Lois Lane AQUI.

Continuem
acompanhando a coluna semanal da Lois Lane em terras brazucas num jornal
fictício – Que por coincídencia tem o mesmo nome de um jornal de
verdade do Rio Grande do Sul que tem capas como ESSA,
mas que em momento nenhum me influenciou em nada. Lembrando que isso é
um blog de humor e por isso não deve ser levado muito a sério. Fora
isso para quem não souber, a foto da garota que encarna o papel de Lois
nesses posts é a atriz Amy Adams que está escalada – Pelo diretor?! –
para viver no cinema a mocinha por quem o azulão vive babando. Feito
tal comentários só me resta dizer…

Pankeka News – Edição 03

Clique para ampliar

E agora vamos as notícias ditas reais:


GAMES

Super Metroid – Saiu nas gringas uma imagem de um action figure da Samus muito bacanuda:

CIÊNCIA

Velocidade maior que a luz -A controversa dos Neutrinos andam a todo vapor. Físicos de San Grasso e do CERN andam refazendo suas experiências para verificar feixes mais velozes que 300.000 km/s. Os responsáveis pela pesquisa conseguiram eliminar em várias tentativas alguns erros detectados nas baterias de testes tornando pouco a pouco mais confiável o resultado dos próximos. Querem a todo custo trollar o Einstein.

FILMES

Site do filme dos Vingadores – A Marvel criou em seu site uma extensão exclusiva para os Vongadaires. O sítio, no bom portugues, é todo bem feitinho abusando dos efeitos do Adobe Flash, para desespero dos fanboys da Apple, porém uma coisa me chamou a atenção e não, não é a Bio do Loki. Porém até para quem não for um grande observador não deixará de notar que a Viúva Negra é a única no site que aparece de costas. Por que será, né? Curta seu talento, Scarlett. Quem quiser conhecer o site, tá na mão:  Clique AQUI.

Toma Rumo Guri!!

Fantasia Nerd – 02

Boa noite, onanistas leitores.

Mais uma sexta quente, dia de Fantasia Nerds. Iupi!
Porém hoje estou bem cansado, tive que fazer hora extra e não consegui jogar meu videogame. Quanto mais escrever um texto tão bom como o da coluna passada. Porém para não deixar-vos na mão (Vai saber…), invoco diretamente de Gotham City a musa dos DCenautas depois da SuperGirl e Mulher-Maravilha: BatGirl, dançando e pelando-se como se o Comissário Gordon tivesse saído da cidade para sempre. Prometo tentar para a coluna da semana que vem outro texto bacanudo nerd que mexa com as fantasias mais geeks dentro de nós. Porém o vídeo é muito válido, todos merecemos desligar o cérebro de vez em quando e ver uma dança exótica como se fosse 7ª arte. Com vocês, BatGirl..

E como bat! HQ’s e roupas de latex, você só vê por aqui.


Toma Rumo Guri!!

A Morte do Cavaleiro 1

Boa noite, convidados. Sentem-se em suas poltronas de veludo e deixem-se levar pelas histórias que passo a lhes contar toda quinta-feira. São histórias fantásticas por lugares incríveis onde tentarei mostrar-lhes de ondem nascem os heróis. A primeira história vocês ajudaram a decidir. Deu empate técnico entre Medieval e Zumbis e na prorrogação medieval ganhou. Porém isso me deu uma idéia para uma aventura de tirar o folêgo. Espero que gostem do…

Capitulo I – Não há tempo para morrer

  – Abaixem-se!!

   Então um enorme filete de chamas passou por sobre seus corpos. Sua cabeça ergueu-se sobre o escudo de metal chamuscado
fazendo aparecer seus olhos fundos e brilhantes como o vidro fitando o inimigo. Era um dragão,
aliás é um dragão, tão vívido e perigoso tal criatura a sua frente se apresentou, imponente.
Olhou ao seu lado e viu seus companheiros ocultos a sombra de um
grandioso rochedo.  Não dado a temer desafio algum correu para o centro
da batalha contra a besta selvagem com sua espada cintilando a luz do
sol pronta para encontrar a entranha inimiga. Ao chegar aos pés do
gigante alado num esforço quase inumano lançou sua sorte na confiança de
sua arma de combate. A espada lançada zuniu contra o ar enquanto
dirigia-se a área esquerda do peito do monstro. Um som oco se ouviu e
sua espada tombou ao solo sem provocar dano algum à pele grossa e
inabalável do oponente. O cavaleiro não se abalou, apenas girou seu
corpo e em um rápido movimento esquivou-se de uma nova investida de
fogo e pedras atirando seu corpo a um pedaço de rocha no terreno ermo.
 
  Bargon era seu nome. Era o líder da guarda pessoal do rei de
Thumarius. Homem íntegro, sagaz e valente que era sempre escalado por sua
majestade para as mais difíceis e impossíveis missões. O grupo sob seu
comando utilizava-se da alcunha de “Os Gafanhotos” tal seu potencial
destruidor e obedeciam Bargon como se fossem seus braços, pois acatavam
suas ordens como reflexos de seu próprio corpo. Nomadi, Chrakhuo, Momadi
e Daígon eram renegados do reino em um período mais sombrio quando
foram resgatados um a um pelo principal cavaleiro do rei que deu a
chance deles montarem o mais incrível batalhão já visto nas terras
conhecidas. Eram temidos e cada um tinha sua habilidade bem distinta dos
outros companheiros dando-lhes um forte conjunto de ataque e defesa.
    Uma gota de suor escorria-lhe pela testa mostrando seu cansaço pela batalha. Seu cabelo cumprido e louro balançava ao vento enquanto se posicionava novamente a frente de batalha reiniciando o combate. O horizonte sempre ficava de plano de fundo diante da sua presença austera. Levantou seu braço apontando para a vil criatura e marchou rumo a uma morte certa não fosse sua incorruptivel vontade de viver. Talvez esse fosse seu legado, talvez essa fosse sua ruína… Bargon não temia a morte, não acreditava nela.

    Um grito oco no espaço, Bargon acertou o enorme rabo da fera enquanto Nomadi atirava-lhe flechas que imitavam o farfalhar de folhas secas em uma noite de tormenta confundindo os sentidos da criatura. O dragão enfurecido lançou-se contra Momadi que fora puxado por alguns segundos antes do impacto por Daigon. A enorme besta então percorreu um pequeno lance de terra alcançando Bargon que tentava alcançar uma extremidade mais alta da rocha. Totalmente vulneravel a um ataque deixou-se escorregar até o solo baixo enlameado só a espera do ataque. Quando o monstro avermelhado baixou a cabeça e pôs sua visão rente a de Bargon como se em uma troca de olhares pudesse declarar a vitória antes de sua refeição, Bargon juntou os dedos, colocou-os entre os seus lábios secos do deserto e assobiou. 
    Chrakhuo do alto do rochedo lançou-se contra a criatura maligna e estatelou-a ao chão com seu imenso martelo de duendes. O monstrou cambaleou alguns passos e até ensaiou uma arrancada de vôo antes de esmorecer e tombar aos pés de Bargon. 
   – Por pouco não vi minhas tripas nas garras de Vafnalhiur, querido Chrako. Ousaria dizer-lhe que gostaria muito de treinar essa coreografia maldita mais vezes.
   – Já não está ensaiada a exaustão? Veja, dei-lhe tempo de uma bela encenação. Pensei que iria chorar aos pés do monstro do deserto…
   – Jamais, caro amigo. Estás para ver Bargon chorar ou estremecer ante o nome de alguém. Vamos homens, peguem suas facas e cortem o couro da criatura. Vamos, o rei ficará contente por livrarmos o reino dos ataques dessa criatura.
    Risada ecoavam pelo vale. Os “Gafanhotos” estavam felizes naquele dia. E entre as vozes dos homens de Bargon contando piadas pouco a pouco se ouvia um galope de cavalo ficando cada vez mais audivel até poder ser objeto de atenção dos cavaleiros.