Papo Nerd 2

 Bem vindos a mais um Papo Nerd. Uma conversa sincera que só vai agradar aqueles que tem a mente mergulhada em cultura pop e que por ventura não se importam quando um post não é feito apenas de imagem. Vamos ao assunto de hoje:

Silent Hill, uma cidade muito louca (Sessão da Tarde Feelings)

Seguinte, estou jogando o Silent Hill 1, aquele mesmo pra PSOne, cheio de imperfeições, mas assustadoramente tenebroso. Ainda mais pra mim, que confesso aqui sempre fui meio cagão. Não tenho medo de filmes e muito menos de histórias pra boi dormir, porém quando o assunto é games o bicho pega. Se você não é gamer não vai me entender, agora se você já pilotou algum personagem pixelado vai entender que você constrói um mundo a sua volta, se teletransporta para o mundo proposto pelo game design e que você começa (se bem feito) a entender as motivações e até mesmo sentir a tensão na linha de história contada e vivenciada. Agora então você imagina quando é um bom e velho estilo survival horror como SH. Eu quando piá não costumava nem mesmo a me aventurar a jogar Resident Evil sem chamar o vizinho pra jogar junto, um artifício usado inúmeras vezes para jogar tais jogos. Minha mente sempre foi muito imaginativa e se imergisse num mundo daqueles seria difícil sair assim tão fácil.
Pois então recentemente resolvi jogar novamente um jogo que na época não entendia muito bem mais entendia seu valor. Acompanhava críticas excelentes (lembro de ver no Multishow um pedaço de um detonado e até seu lançamento na E3 com o Lucas Silva e Silva, huhu), mas tinha um certo receio de experimentar grandes doses de terror bruto. Enfim, fui crescendo e lendo Stephen King, Alan Poe e Lovecraft e jogando games mais aterrorizantes – tipo Superman 64 Haha, sacaniei! – como RE5, Fear e esses jogos de zumbis na luz do dia que acho meio galhofa e vi bons filmes que são tantos que nem vale a pena citar apenas um. O medo (ou cagonice, chamem como quiser) começava a ceder e então fiquei com vontade de jogar essa franquia ainda mais que tinha uns jogos novos (Downspour e o HD Collection que você pode comprar clicando nos nomes =Pp) chegando e então peguei pra assistir o filme.
Uma coisa engraçada é que na minha cabeça eu já tinha assistido o filme, mas ao ver o dvd notei que tinha assistido Mtville, sabe se lá porque confundi, haha. Ah, não ia citar nenhum filme mas lembrei que eu tiha medo de a Profecia quando criança, haha. Enfim, cof, cof… Ao assistir o filme lembrei do que conhecia do SH por todas revistas (Tipo Ação Games contextualizada) e achei bem fidedigno a obra dos consoles. Porém aquele final era esquisito, e muita coisa também no filme ficou com uma sensação de uma lacuna de informações faltavam ali. Então resolvi visitar essa cidade para ver o que estava sendo escondido atrás dela, sim, como o personagem me vi enredado a desvendar os segredos de Silent Hill. E amigos… Tudo é muito sombrio.
Começo falando que diferente de qualquer jogo que havia experimentado nenhum deles me deixou com a sensação desconfortável de que se aquilo fosse real não deveria estar ali. Em RE você pensa: Sou um policial fodão e são homens sobre experimentos de uma empresa com nome de música da Rihana. Porém SH te dá a sensação de que tudo é perigoso, de que tudo faz mal e você então grita a todo momento em pensamento (até no filme): “Você é burro?? Não entre aí!!!”

Os elementos criados para o jogo e começado no maestral SH1 são armas perfeitas para o desconforto. Uma névoa que deveria esconder imperfeições de tecnologia avançada parecia esconder de você segredos de uma cidade maligna. O rádio que você se acha capta a presença de forças do mal e lhe alerta que um inimogo pode aparecer de qualquer lugar em meio àquela falta de claridade. Seres mutilados, brutalidade sem limites e histórias macabras que você não entende nem 5% quando começa completam o clima nefasto. Porém com certeza o que mais dá medo é aquela droga de sirene e o mundo entrando em uma sintonia de outro level. Se o rádio lhe dá medo, a sirene e a escuridão que toma conta daquela cidade fantasma são de gelar qualquer cidadão. Apesar disso você segue em frente porque quer saber o que há por trás daquilo tudo, o medo é uma outra faceta da curiosidade, sem os 2 elementos nenhum filme de terror sobreviveria. Save points quase inexistentes lhe dão uma aflição de ter que entrar naquela escola ou hospital novamente.

 
 Recomendo os 3 primeiros games da série e até o filme, são horas de entretenimento e cagaço. Um dia ainda entenderei porque as pessoas pagam para levar sustos, mesmo que sejam todos eles sobrecontrole.
Esse post poderia estar no Pankeka Games (talvez estejam), mas achei legal comentar com vocês por aqui. E vocês, o que acham de SH? Vamos debater aqui nossas teorias.

Toma Rumo Guri!!

Spoiler: Só clique em continuar se você já viu o filme. Eu avisei.

Okay, o filme tem um final esquisito, embora leve. A Bezerra Negra acha que todos estão mortos por isso que os jogos sempre começam com um acidente na estrada (os principais jogos), já eu tenho a seguinte teoria: Como Alessa foi queimada e viveu uma vida tortuosa no porão de um hospital e tinha poderes psíquicos dividindo sua alma em 2, assim como a cidade que foi repartida em 3 (além da normal temos a alternativa e a macabra), Alessa trouxe Cherryl para conseguir juntar-se e com issoela e a mãe foram trazidas para as 2 Silent Hill criadas por toda maldade daquele lugar e atos nefastos, sendo assim Silent Hill de Alessa é um lugar além de nossa dimensão Cherryl e sua mãe ficaram na SH2, a intermediária. Sei lá, não lembro, mas acho que Alessa não morreu então a qualquer momento elas podem ouvir uma sirene e… Ixi, é bom serem boas garotas. Aliás, SH2, o filme é sobre a 3ª edição e é em cima de Cherryl, será que teremos respostas nele? Uuuuuuuu…