TRG Reviews: Espetacular Homem-Aranha

Vai, teia! É com essa frase do filme antigo que eu começo o
review do filme novo. Como vocês sabem não fazem nem 10 anos que a última  versão do Aracnídeo pulou de prédio em prédio
no grande ecrã, e isso se deve – e aí sim talvez você não saiba – a fase em que
a Marvel estava meio perneta, sem grana, e vendeu o direito de filmagem de
alguns dos seus personagens mais mainstream. Vide X-men, 4 Fantásticos e o
nosso querido Cabeça de Teia. Depois a Disney comprou os marvetes e tudo ficou
em paz, conseguiram dar um up em seus personagens trazendo-os inclusive para o
cinema também com quase total fidelidade, coisa antes impensada por todos.
Enfim, o que eu quero dizer é que um dos 2 símbolos da Marvel estava nas mãos
do “inimigo”, seria necessário recuperá-los. Diz a lenda que existe um contrato
que dá direitos a Sony de total direitos sobre o Homem-Aranha na telona para
sempre, e que esse mesmo direito só voltaria as mãos da Marvel se a Sony
deixasse de fazer um filme – qualquer, só levar o nome e ter elementos – por X
anos, e esse x sempre foi motivo de especulações, há quem diga 5 anos, mas
outros dizem mais ou menos. Ficamos com esse número por hora. Bem, tudo isso
pra explicar o porquê de a Sony rebootar a saga do Amigo da Vizinhança sendo
que há menos de 4 anos estávamos vendo um filme que ficou cheio de lacunas,
aliás, vocês não estão cansados disso? Filmes, séries e desenhos que vão pro
saco e ninguém faz um puta final? Outro dia falamos disso…
Fato é que existia “uma trilogia” e que estavam programados
6 filmes – Aquela velha história de programar as coisas sem saber se tem
material pra tanto ou se vai ser muito pequeno, somente pensando com o bolso -,
e de repente a Sony resolveu reiniar do zero a saga, o tal “rebuti”, haha. Bem,
não foi tão de repente, apesar dos filmes até terem uma certa exposição boa no
início – o que é natural, já que era o primeiro filme de verdade do Teioso -,
porém a crítica caiu em cima da terceira película e os fãs chacotiaram legal a
empresa, o diretor Sam Raimi e até o emo Tobey Macguire, que Sabe se lá porque
todo mundo encucou que era o Peter perfeito. Nem, povo que passa fome acha tudo
um manjar. A Sony ainda pensou em continuar e provavelmente seria o mesmo
vilão, mas as coisas acabaram seguindo o rumo que vocês imaginam. Um
assassinatos de estereótipos, eu diria.
O que eu penso da saga antiga? Não era boa, não. Aliás, era
um filme bem Sessão da Tarde onde seus sentidos de aranha gritavam loucamente
com o Duende super sentai (Cybercops, capicci?), Peter Parker emo, Homem-Aranha
sem senso de humor e o pior: Uma Mary Jane que não é gostosa. PQP. Tinha coisas
boas, alguns personagens como Jameson era cuspido e escatarado, eram action
figures reais praticamente. Porém não acho que seja um pecado abortar a
franquia antiga. E se a antiga era Sessão da Tarde, a nova até que é uma Tela
Quente daqueles dias não tão legais, ainda assim… Não é uma Brastemp.
 Primeira coisa: Eu estava de má vontade com esse filme.
Admito, só fui ver porque queria ir no cinema mesmo. Porém eu sou muito fã do
Aracnídeo, e quando pisei aquele carpete macio do Cineflix (Ca$Sh!!) comendo
minha pipoquinha amenteigada torci, e torci bastante para que o Escalador de
Parede fosse bem adaptado. Mas será que foi?
O início do filme te joga um Peter Parker criança sendo
abandonado por seus pais. O motivo? Não sabemos. Ele passa então a viver com
seu tio Bem  e com sua tia May que lhe
mimam e ao meu ver o tornam um garoto mimado e tarado (guardando fotos da Gwen
no PC). O Peter Parker dessa nova franquia me pareceu inconsistente demais,
muito chorão e rebelde (sim, gravata na cabeça). Pô, ele me lembrou muito o
Batman que chora (internamente) pelos pais, só que o Peter Parker tem
excelentes tios que cobrem muito bem a afeição paterna. Porém ele prefere
entrar numa autocomiseração tremenda. Então ao achar o material de estudo
genético do pai e apanhar do Flash bastante, sem falar em conhecer a doce Gwen,
ele resolve que vai resolver a equação que seu pai deixou consertando o
algoritmo do decaimento sabe se lá porquê e para quê. Me lembrou muito a
primeira HQ que o Lagarto aparece e que a fórmula para funcionar era só ficar
verde, haha. Enfim, continuemos… Ah, faltou dizer que agora Peter Parker anda
de skate e ouve Charlie Brown, huhu… Mas isso é parte da “adolescentização”
dele, suponho. Agora sim, prosseguimos…
Disposto a saber mais sobre o misterioso pai (a mãe dele ele
ta nem aí) o jovem Peter passa a espreitar a vida do dr. Connors e logo
consegue uma amizade por força de velhos laço. Ao mesmo tempo o nome Osborn aparece
como um sujeito invisível atrás de um leão de chácara que pretende achar a cura
para algum de seus problemas. Será a globulina
verde? Huhu…
Ao visitar o laboratório de Connors, Peter Parker novamente
é picado por uma aranha mutagênica (digo isso porque já vimos isso demais) e
passa por um processo lento de adaptação até que ele resolve utilizar seus
poderes para “ajudar as pessoas” diz o filme, mas no inpício é puramente uma
caçada punitiva. E então começa a jornada do nosso herói em busca de redenção
pela morte do tio e em descobrir o que fazer com seus grandes poderes.
Dito tudo isso vamos as observações que gostaria de abordar
aqui: O filme não é chato, é até legal. Porém muito cheio de erros que tiram
qualquer um do clima, e não digo só os nerds que gostam de nerdologia. Não! A
paixão pela Gwen é repentina pelos dois lados e forte demais pra que mal se
conheceu, a máquina de vapor é um artifício tão batido que quando você vê ela
no início do filme sabe no que vai dar aquilo, o Peter Parker continua chorão
como nos velhos filmes e o bom humor que todo mundo estava elogiando nesse novo
Aranha não é assim tão boa, só funciona na sua primeira captura de bandidos. O
Lagarto não convence nem como Connors, nem como o vilão escamoso e os efeitos
especiais ficaram devendo, CG muito “marrommenos”. É engraçado como o Connors
monta seu laboratório no hall do esgoto. Como foi que ele levou tudo aquilo pra
lá? huhu… Esse vilão não convence muito nem nos quadrinhos…
Seja como for o filme tem algumas cenas engraçadas, uma
história bonita e dois atores que se destacam: O tio Ben (pai do Charlie Sheen,
huhu) que mesmo sem a frase marcante da série e mais vitimizado consegue ganhar
bastante destaque e a Gwen que como gatinha musa do filme consegue cumprir seu
papel. Tia May não fez feio, mas ficou tão diferente do contexto, uma cara
sofrida e jovem para sua idade… O Garfield fez sua parte sem nenhuma atuação
brilhante. O herói em si ficou meio apagado e muita gnete reclamou da fobia de
tirar a máscara, mas como já havia comentado antes isso é mal de todo filme de
herói e pelo menos em uma das cenas a situação foi bem aproveitada. O pior
personagem desenvolvido para mim foi o Capitão Stacey que não tinha nada a ver
com os quadrinhos, sua atuação era forçada e ele descobre o alter-ego do Aranha
através da força bruta, não da observação inteligente. Aliás, como deixaram ele
virar Capitão com aquela falta de controle emocional? E no final, que não vou
contar, há uma mudança brusca. E pra quem tava cheio do (1/2spoiler) Peter
choroso que não pode ficar nunca com sua amada vai cair no deja-vu de sempre,
embora com um alento de esperança que vai de interpretação, então assistam e
concluam por vocês mesmo.
A cena pós crédito é confusa e ridícula e gostaria de
salientar uma última coisa: Eu durante o filme fiquei pensando se o tio Stan
Lee daria as caras, até torcendo para que não já que a proposta era se
reinventar, mas foi uma aparição muito engraçada que valeu a pena manter essa
tradição dos velhos filmes. 
 Por fim então digo que é com certeza melhor que os filmes
antigos, mas que não se compara com qualquer blockbuster da própria Marvel. O
filme tem erros grosseiros para fãs e para pessoas que gostam de cinema
ocasional, tem muitos personagens fracos e um roteiro um tanto quanto perdido.
Porém como há de se pensar que é feito para a nossa população teen sedentos por
Drake & Josh, o filme é como dito no início: Uma boa sessão Tela Quente de
meio de ano, sem grandes lançamentos. Nada que um dia chegará aos pés da magnífica
obra para TV Spetacular Spideman cujo tempo de vida foi penosamente
interrompido. Aquilo sim era uma série do Aranha. 
 Enfim… Vai, Teia!!
ps. Lembrei que um dos posts mais acessados de todos os tempos foi o pornozão do Homem-Aranha que pode ser visto AQUI. +18 Aguardem um review do XXX Spider-man, haha.
Toma Rumo Guri!!