TRG disseca LOST – Parte I


 Olá, aventureiros. Bem vindos a nova coluna do TRG. Até
poderia dizer que agradeço por estarem lendo esse post, mas se você está aqui é
porque a Ilha LHE QUER por aqui. Sim, vamos falar de uma das melhores séries
dos anos 00: LOST.
Cabe aqui uma explicação: Na época que passou Lost eu
acompanhava freneticamente cada novo mistério, mas ainda não tinha a manha de
escrever sobre esse seriado, pois inicialmente comecei vendo pela Globo, e quem
lembra da época, era uma temporada por verão. Demorou pra cair a ficha que a
rede do Plinplin não dá a mínima pra enlatados americanos e ano após ano foi
empurrando com a barriga (gorda do Jô Soares) esse programa para mais perto do
amanhecer até sumir pra sempre da TV aberta. Minha net não era das melhores e
por isso me limitava, quando peguei a manha de ver pela internet – 3ª temp. em
diante – a acompanhar o que sites de séries como o Na TV falavam a respeito.
Nossa, como eu devorava esses artigos.
Pois bem, vira e mexe eu e a @bezer_rinha resolvemos pegar
nosso Delorean e embarcar em nossas memórias assistindo novamente esse cult
para matar a saudade dos habitantes da ilha mais misteriosa do mundo.
Viajaremos por todas as temporadas e lhes contarei um segredo, mas só no final.
E aproveitarei nessa programação de verão para poder comentar do meu ponto de
vista tudo que achei desse seriado fenômeno de audiência e de reclamações pelos
flashbacks e enrolações do caralho do Zorro. Pois bem, conto com a companhia de
vocês para embarcarem nessa viagem. Ei, entrem comigo no Boing da Oceanic Airlines
815…
PILOT (Parte 1 e 2)
Na Globo eu vi como um único e grande episódio e de fato não
tem como não encará-lo assim. O que correu em boca miúda e muito se falou na
época é que esse pontapé inicial no projeto quase levou a outro pontapé: O na
bunda do J.J. Abrams. Para um episódio piloto a brincadeira saiu cara, 1 milhão
de Reais, em maior parte pela carcaça de um avião de verdade. Ele não gostava
muito de fundo verde vazado pelo jeito…
Isso tudo, porém, é balela. Ele foi chamado de volta e nos
apresentou uma das melhores séries de todos os tempos, arriscaria a dizer que
do gênero a melhor. E o que fazia de Lost um negócio tão legal? Ah, até poderia
dizer assim de supetão, mas analisando episódio por episódio poderemos tentar
ilustrar melhor.
O olho de Jack piscando. Não, não deixem se levar pelo pior,
não é um gesto homoafetivo do personagem principal. É só o início da saga
mostrando que do nada o médico percebe que ele e uma galera estão em uma ilha e
que está tudo muito errado por ali, pessoas precisando dele urgentemente,
precisando do seu cuidado, do seu carisma e de sua LIDERANÇA. Fica na cara que
ele era o personagem principal, embora a ideia fosse aderir a um conceito de
múltiplos personagens, mas como veremos alguns personagens sempre seriam mais
queridos pelas suas personalidades e tomariam conta de tudo. Enfim, Jack está
ali como o médico, profissional que todos admiram e querem perto de si, e
assume um papel de pai de todos, com a grande exceção de Kate que fica claro
que ele gostaria de transformar na grande mãe, virar o gineco particular dela
se é que vocês me entendem. Falando nisso, Jack é especialista em tudo como vocês
verão… De pediatra a cirurgião.
Os personagens acabam descobrindo que há algo de muito
errado com a ilha e que uma sensação de que talvez não sejam resgatados tão
cedo está no ar de uma forma muito palpável. A galera se divide e ajudam uns
aos outros como podem, com exceção de uns FDP, como Sawyer. E aí entra outro
personagem – Inclusive nesse episódio ainda estava com os cabelos bem curtinhos
pela defasagem de tempo de um episódio ao outro… – que fará parte do grande
tripé amoroso da série. Detalhe, não confunda com os pilares da história que aí
entram mais gente e inclusive o Jack muitas vezes é arrastado pra fora disso…
Jack, Katie e Sawyer. Não dá pra ver ainda no que isso iria
dar, mas aqui começam as investidas. O episódio começa jogando muitas
informações e outros personagens vão soltando suas vozes. Hurley com suas
piadas e sua bondade, Charlie com sua luta contra as drogas, Boone com seu bom
mocismo, enfim… Vão aos poucos sendo explorados.
Gostaria de salientar aqui duas coisas:
11 –
John Locke nesses 2 episódios passa batido e até
beira ao imbecil. Não sei se o roteirista ainda não sabia muito bem o que fazer
com ele, mas ele cresceu a ponto de no futuro próximo se tornar o outro lado da
moeda onde Jack é o racional e ele representa a fé cega.
 2 –   
Sayid, Sawyer, Kate e Jack – Mais tarde se
juntaria Locke… na 1ª temp., refiro-me– são juntos o coração pulsante da série,
as melhores cenas sempre serão deles enquanto outros personagens amargarão um “coadjuvantismo”
apático com raros momentos para chamar de seu. Logo nesse início a briga de
Sawyer e Sayid (Um trambiqueiro e um soldado de guerra especialista Iraquiano)
chama muito a atenção, alias o James só consegue se manter em igualdade porque
joga sujo arremessando areia no olho do adversário. Rola um clima legal de desconfiança
que dá um tom de competição acirrada muito legal.
É algo aliás a ser grifado: A gente em Lost se identifica
com os fodões e torce para que os mais marrentos e fortes sejam os que
sobrevivam em decorrência de que personagens fracos tenham que morrer. Enfim,
nesse episódio somos apresentados há muitas coisas como ursos polares, monstro invisível
da floresta e muitos outros mistérios que serão o êxito e ruína de Lost.
Bem, desses dois episódios o que tinha pra comentar era
isso. O seriado começou com muita adrenalina e teria sido muito melhor se toda
enrolação de flashback houvesse sido cortado, principalmente daqueles
personagens horríveis para caramba.
Espero nos próximos episódios só pincelar e não ser tão
prolixo como fui aqui. Enfim, quero poder debater com vocês sobre esse seriado
que marcou época. Até mais e Namaste…
Toma Rumo Guri!!