Annabelle

Uma coisa é certa: Hoje em dia é muito mais difícil assustar do que antigamente. Mesmo com efeitos especiais de primeira linha em contraponto dos antigos borrões e fantasias com zíper parece-me que os diretores de Hollywood se enchem de uma confiança em seus computadores apostando que alta resolução possa assustar alguém, sendo que o que nos amedronta ainda hoje é justamente aquilo que vemos muito pouco deixando nossa imaginação completar as lacunas. Além disso as pessoas são mais esclarecidas e são poucas as que ainda sentem um frio na espinha ao ver algo relacionado a fantasmas ou demônios.
Porém nos últimos filmes que veem saindo nos cinemas podemos ver uma tentativa exitosa de recuperação de velhas crenças apostando em velhos trunfos e passando-se para muitos críticos como clichês, mas para mim mostra uma reinvenção da moda antiga de se fazer um bom thriller. Invocação do Mal, Livrai-nos do mal e Annabelle tem além da inspiração de histórias reais (o que sempre dá um aperto a mais no orifício) o fato de apostarem em velhas temáticas batidas, mas exitosas e focando nas formas simples de assustar o seu público alvo.

Annabelle, como mencionei, é uma história baseada em fatos reais (embora fatos tão frágeis quanto o pano que reveste a boneca) e também é um spin-off de Invocação do mal, um bom filme com a MILF Vera Farmiga interpretando a sra. Warren, uma verdadeira caçadora do sobrenatural muito famosa nas bandas do norte e que também investigou junto ao seu marido o caso da boneca que na vida real parece a Emília. O enredo, de Annabelle, mostra uma família que toma posse do horrendo brinquedo antes do suposto caso verídico.

Depois de ganhar de presente a adição a sua coleção de uma boneca horrenda que nos faz questionar o gosto de Mia, a protagonista da película, presenciamos um bizarro ritual de uma garota que envolve o seu próprio suicídio (com o brinquedo em suas mão claro), assassinato de seus pais, além de quase um aborto da protagonista tudo isso em algum tipo de pacto confuso com o tinhoso para trazê-lo a esse plano. Mesmo após todo esse perengue a personagem interpretada por uma mulher chamada Annabelle (puta coincidência) dá a luz a uma bonita e saudável filha para quem dedica sua vida. O marido dela é um banana e serve apenas para escada para prosseguimento da história sem se perder em monólogos. Há também uma livreira que teve uma experiência pesada de sobrenatural e morte na família e encontra na problemática família uma chance de não permanecer sozinha. E claro, tem uma puta boneca horripilante. Annabelle.

Pois então, aí estão todos os elementos de todo bom filme de terror. Um homem paspalho que não consegue nem por um momento fazer frente ao perigo, uma mulher imbecil que vai sempre nos piores lugares nos piores momentos e não sabe se está ficando louca ou não, um padre representando a força do bem, mas fraquejando nos momentos de aperto, uma mulher que tem algum dom ou experiência para ajudar, uma vítima indefesa e inocente e o mal representado em uma noiva perfeita para Chucky. Com certeza o filme não é a obra-prima do sobrenatural (fica bem longe disso), mas traz uma obra com alguns sustos bacanas e que faz valer a pena perder um pedaço de final de semana nele, ainda mais se for ver filme de casalzinho.
Ainda que os sustos do filme venham em sua maioria com a alternância da intensidade da caixa de som do cinema (um truque bom e usado nos 3 filmes mencionados), tem algumas partes com sustos visuais novos (praticamente). Essa parte da foto da criança correndo em direção a câmera é muito boa, segue a foto:

Também por mais que os personagens humanos não tenham construções lá muito elaboradas começamos a ansiar por um desfecho que acabe com o sofrimento daquelas pessoas envolvidas, uma especie de sensação de mal estar alheio, um bom sinal para filmes do estilo. Não gostei muito do final que por mais que queira dar um tom mais leve pra história dá a entender, não gostaria de prolongar esse assunto dentro da resenha, que alguém se deu muito mal. Assista e irá entender. Mesmo com suas falhas é um bom filme que começa (não sozinho) a resgatar o terror para o grande ecrã. Que excelentes filmes do gênero abundem nossas telas para saciar os famintos pelo medo.

Toma Rumo Guri!!

Robert Downey JR em Capitão América 3 (Guerra Civil)

Parece que um dos boatos mais fortes de fóruns de internet sobre o universo cinematográfico da Marvel incrivelmente vai mesmo ganhar forma física. A revista Variety, especializada sobre o mundo do cinema, jogou a bomba de que há um bom motivo para RDJ (Robert Downey Junior) não participar de um eventual HDF4 (Homem de Ferro, pô!): Ele estaria negociando (com avançadas conversas já) para co-estrelar Capitão América 3. E é claro que não existiria nenhum, e eu disse NENHUM!, motivo para isso acontecer senão explorar a saga “marvelística” de sucesso Guerra Civil.

É besteira explicar em um site onde a temática é quadrinhos sobre o que é a Guerra Civil, mas resumidamente é um quebra pra capar entre o grupinho de “rebeldes bonzinhos” liderados pelo Capitas e do outro lado o “politicamente bem intencionado” tio Tony Stark. Aspas bem frisadas. O lado legal dessa HQ (que pra ser sincero é bem legal, mas também não é lá tudo isso não, me apedrejem) é que em tese não tem lado certo e errado. Diferente de Avengers VS X-mens (malditos mutunas! =Pp), você se identifica de um lado ou de outro. A briga é simples: Os heróis devem ser registrados e controlados pelo governo para segurança do povo americano ou não, deixem eles livres, leves e soltos. Bem, se você não conhece foda-se vá conferir que vale a leitura. Aliás acessa aí se quiser comprar e dar um dinheirinho pra mim em comissão: Compra aí.

Bem, se essa notícia realmente amadurecer e não cair do pé espatifando-se em mil pedaços de fofoca mostra que talvez, e eu disse talvez, a Marvel finalmente esteja ficando cega perante seu orgulho (e fome pelo vil metal, claro). Óbvio que ver brigas de pelo menos (hão de ter mais heróis envolvidos) o Ferroso e do Capitola já é motivo para encher varias sessões de salinhas de cinema com pessoas que vão comprar muitas pipocas e fazer a farofada, porém é interessante notar que a Marvel chegou ao patamar onde chegou pela metódica estruturação de seu universo. Diferente da DC (chupa! kkkk) que simplesmente só vai jogando seus personagens no grande ecrã e esperando que de alguma forma eles sobrevivam as críticas, a Casa das ideias honrando o nome mostrou que coesão é a palavra-chave do sucesso. Você faz bem feito aqui e colhe acolá. Cria o hábito de seu público esperar pelo pós crédito, cria em cada filme ligações que os tornam inseparáveis e mas do que tudo faz um meio termo bacana entre fãs de quadrinhos e não leitores, daí do nada resolve esquecer tudo isso. Isso é um retrocesso. Com certeza muitos irão dar suas moedinhas para ver o filme, mas se decepcionar a credibilidade cai e nos próximos filmes talvez a velha máxima de “A Marvel sabe o que faz” não funcione tanto.
Mas por que eu digo isso? Bem, é preciso ver o que vai acontecer nos Vingadores 2, onde Tony e Steve certamente vão se estranhar pelo surgimento de uma IA maligna criada pelo Stark, mas e todo o plot do que aconteceu com o soldado invernal? Eu compararia com Superman X Batman no qual em vez de fortalecer e terminar uma história preferem dar vazão a um super embate sem sentido no momento para encher as telas com explosões e crossovers vazios. E o Thanos? Sim, certamente não dá pra contar a Guerra Civil em 1 filme. Será que em Vingadores 3 vai ter a mescla de Guerra das Gemas com a Civil War? Como se uma saga não fosse insuficiente para um filme, quicá dois. Fora o fato de que precisa-se de muito heróis. Muitos. Inclusive o Homem-Aranha que é da Sony. Até mais fofocas a la Nelson Rubens afirmam que a Sony está disposta a ceder o cabeça de teia em troca de um lucrinho maior do que seus filmes de merda.

Bom, vamos acompanhar pra ver o desfecho desse disse me disse que na verdade apenas uma coisa apenas é certa: RDJ é um puta negociador. Vai fazer papel de coadjuvante e encher o rego de dinheiro. 
Toma Rumo Guri!!

Dragon Age de graça na Origin

O patrão ficou maluco!! Kkkkk, é nesse estilo de feira (da fruta?) que trago-vos o anuncio que a EA pela primeira vez (em muito tempo, rsrs) tirou da cartola um jogo legal para download gratuito. Sim, pequeno gafanhoto, sei que ela deu The Sims já, mas como disse além de fazer um tempinho estou falando de jogo de verdade. =Pp

Depois de disponibilizar inúmeros jogos coloridinhos e repetitivos (pra não dizer sem graça) Dragon Age Origins fica até o dia 14/10 disponível para download na lojinha deles, a Origin. É óbvio que por trás (UI!) de tudo isso tem uma jogadinha matreira da Bioware já que o novo Dragon Age está sendo lançado, mas duvido que alguém vá reclamar desse jogo de marketing tãããããão sujo, certo? ;]

É uma boa chance para quem quer jogar uma fantasia medieval sendo um cavaleiro valente que enfrentou um exército de dragrões (essa vai pros fãs de Chaves =Pp) podendo diversificar um pouco do grandioso Skyrim. A empresa inclusive é muito conhecida por jogos com um grau de escolhas extenso como a franquia Mass Effect. Vale a pena pagando ou não. Mas ainda bem que não… 


Toma Rumo Guri!!

Políticos Sacanas da Ficção

Já que na vida real está difícil de achar um candidato para se orgulhar o TRG tenta amenizar nosso sofrimento trazendo políticos da ficção que nos fazem até reconsiderar nossa sorte. Ou não. Seja como for, relembro 05 políticos da ficção que trouxeram muita dor de cabeça para seus eleitores:

Prefeita McDaniels
Como muitas representantes do poder executivo que vemos por aí a prefeita de uma das pequenas cidades das montanhas do Colorado acha que o seu eleitorado é um bando de caipiras idiotas e espera ansiosa uma oportunidade de se livrar de todos eles. Está sempre tentando vender uma imagem que não é a verdadeira. Além disso vive em escândalos e situações bizarras como ser pega recebendo sexo anal do Policial Barbrady bem no meio de… seu gabinete.

Zaphod Beeblebrox
Com um nome que seria difícil de encaixar em qualquer dingle Zaphod é mais uma peça figurativa que um homem de poder. Até porque sabemos que no máximo 6 criaturas comandam nosso universo. Ele é mal educado, manipulador, egocêntrico e possuí duas cabeças. É fissurado numa cachacinha pangalática como um grande presidente nosso também era chegado.

Prefeito Quimby
Típico político que não mede seus feitos em proveito próprio. Mesquinho, é capaz de tirar vidas para evitar que notícias de corrupção de seu governo venham a tona, representa a classe de políticos que namora com a profissão dos bandidos. Também desvia dinheiro e recurso de seu eleitorado sem nenhum remorso ou pena já que tudo vai para mansões, iates e mulheres fáceis.

Lex Luthor
Representante dos quadrinhos na administração Lex já conseguiu o cargo mais sonhado por todos os políticos em início de carreira: Presidente. E pra foder com a mariola dos EUA. Sim, um homem que como muito dos que vemos por aí acredita mais nas armas do que na palavra e que fomenta a produção bélica sem qualquer responsabilidade. Porém como na história mostra o destino de muitos homens ambiciosos: A deposição.

Randall Winston
Não sei se vão lembrar, era o prefeito de NY em uma série protagonizada por Michael J. Fox (substituido por Charlie Sheen) chamada Spin City. Ele não era um cara corrupto, era apenas um idiota que era sempre salvo por seu assessor. Na verdade tem tantos assim em nossa política que viram laranjas nas mãos dos maus.  Randall em uma coletiva conseguiu molhar as calças com uma mulher gostosona. E sim, não era xixi. =Pp

Claro que temos políticos honestos e bons na ficção como o presidente dos EUA e ID4 que o maioral chuta bundas de alienígenas ou mesmo Haggar que defende sua cidade com as mãos, mas sempre são minoria. Na fantasia e na vida real.

Toma Rumo Guri!!

TRG News: Você Seria a Mulher do Batman? Camisetas Polêmicas da DC


E aí, galera! Beleza pura? Estive um pouco ausente porque tive uns
trabalhos de Java para fazer, mas to na área de novo. Sentiram saudades? =Pp
As grandes editoras de quadrinhos devem saber que fizeram merda quando
notam uma supermovimentação nas suas caixas de mensagens. Inclusive o mais
triste fato disso é que provavelmente o foco nelas é maior em polêmicas do que
quase qualquer lançamento de suas obras. É uma pena e nisso vemos como a
industria de quadrinhos (Comics na terra do tio Sam) está desgastada tendo que
muitas vezes aparecer em grandes mídias somente quando alguma coisa saiu do controle. E
a palavra desse post é: Machismo.
Primeiro vamos aos fatos. A DC/Warner pode até não ter controle total sobre
todos os produtos que saem sobre suas personagens (falamos aqui de maneira
oficial ignorando a Tecelaria do Jack Sparrow), mas para utilização dos mesmos
estampando diversos itens (de mochilas a tampões) é necessário a aprovação do
setor de merchandising da mesma, ou seja, em tese existiria ali uma força capaz
de analisar as merdas que estão sendo feitas. Porém parece que a empresa
criadora de grandes franquias como Harry Potter, Looney Tunes e até a turma encontrada nos
antigos Superamigos (=Pp) está cagando e andando e colocando um grande carimbo
de aprovado sem sequer analisar mais friamente o que sai nas lojinhas mundo a
fora.

A gritaria começou quando duas estampas de camisetas chamaram a
atenção principalmente pelo que veio escrito nelas. 

A primeira é um reutilização de uma arte de Jim Lee para uma das edições dos novos 52 onde o Azulão aparece dando uma catracada na Mulher Maravilha (Ou seria ao contrário?) e junto vem os dizeres livremente traduzidos e avacalhados por mim: “Ponto!, Super-Homem encaçapou mais uma”. Nesse primeiro caso, que é uma camiseta para homens, não vejo grandes problemas sobre a frase em si até porque em tempos de direitos iguais as mulheres poderiam ter uma camiseta do mesmo jeito onde elas marcariam o ponto. Seria hipocrisia fechar os olhos para uma expressão de jovens ainda que essa não seja a mais politicamente correta. Óbvio que ninguém é um número a mais, mas é inegável que há pessoas que fazem no dia a dia esse tipo de afirmação. Seja homem ou mulher. Tanto que se formos levar isso a ferro e fogo temos que fazer a limpa geral inclusive em estampas desse tipo:

Ao meu ver o grande erro dessa primeira estampa foi desvirtuar uma belíssima arte. Ignorando o fundo cinza-lâpide-de-cemitério havia um laço enroscando os dois heróis no seu ninho improvisado do amor. Não era apenas as mãos apressadas e afoitas do homem de aço que estavam a trabalhar. 












Sem a arma da Mulher-Maravilha além do desenho perder vida fica parecendo que a Diana tem alguma atrofia com aquele pulso revirado. Todos sabem que nem mesmo Clark é assim tão “pontuador” e que na verdade ele é um rapaz bem família, embora a DC de certa forma corrobore com essa ideia das camisas ao criar esse plot romântico com a amazona sendo que ele sempre teve sua contraparte amorosa: A eterna Lois Lane. Mas o que vende é pontuar. E a pontuação vai as alturas com a super-mulher de Temíscira.


Agora essa camiseta é muito bizarra mesmo. A estampa simplesmente dita que você menina-mulher deve estar bem preparada para ser a… Mulher do Batman?! Eu até acho que é livre a escolha e que o feminismo impõe que hoje em dia não há mais espaço para Lois Lanes e princesas Peaches, todas devem ser apenas Mulheres-Maravilhas e Mulheres-Gatos quando existem uma multifacetada pluralidade de pessoas e personagens e cada um segue o caminho que quiser, porém o problema é que essa camiseta foi lançada no Wallmart para adolescentes entre, mais ou menos, 10 a 16 anos, ou seja, fase de desenvolvimento de suas personalidades mais latentes. É uma furada essa estampa, pois limita. E não há limite para a fantasia de uma pessoa. Nem na vida real nem nos quadrinhos. Mesmo assim não deveriam tirar de venda ela já que alguém pode querer usar já que tem muita mulher que só quer um milionário em sua vida, haha. =Pp Lembro de uma entrevista que uma moça vestida de Canário-Negro me falou que gostava da personagem porque ela já teve um caso com o Batman. Hã… Score!!

A DC se pronunciou a respeito, vejam:


DC Comics is home to many of the greatest male and female Super Heroes in the world. All our fans are incredibly important to us, and we understand that the messages on certain t-shirts are offensive. We agree. Our company is committed to empowering boys and girls, men and women, through our characters and stories. Accordingly, we are taking a look at our licensing and product design process to ensure that all our consumer products reflect our core values and philosophy



Porém vale lembrar que esse discurso é balela, pois as piores histórias dos quadrinhos são aquelas que envolvem um personagem solo feminino unicamente porque os magnatas do dinheiro acham que atrair o público feminino é só colocar um laranja do sexo feminino em uma capa e elas pularão para o produto como se fossem idiotas enchendo suas tramas de namoricos a la Barrados no Baile. Não é a toa que revistas de personagens como a própria Mulher-Maravilha (outras personagens como a Mulher-Gato também) sempre tem as piores histórias.

Enfim, no capitulo de hoje aprendemos que as empresas de quadrinhos não dão a mínima para seus produtos até que haja alguma polêmica e que há uma certa culpa nisso que ninguém quer admitir, só expressar um discurso ufanista no Twitter e tudo resolvido, só conferir a pontuação.

Toma Rumo Guri!!