Leitura Nerd – ‘Salem


‘Salem
Editora:Ponto de Leitura
Páginas: 576
Autor:
Stephen King
Antes de mais nada peço desculpas pelo spoiler, mas é
tradição na tradução desse livro no Brasil que antes mesmo que você abra a capa
você fique completamente por dentro de que é um livro de vampiro.  Truque de marketing barato que não se importa
muito com a experiência da leitura, mas sim no vil metal. Enfim, isso acaba não
importando tanto assim (Embora seria muito mais legal se eu tivesse embarcado
as cegas, confesso – A versão que eu li se chamava a Hora do Vampiro (Objetiva) e mesmo nesse título relançado mais bacana consta na capa “Anteriormente publicado como…”).
Esse na teoria é o segundo livro de Stephen King conforme
manda o cânone do mestre do terror, mas na verdade não é bem assim. Depois da
história de Carrie (aquela, a Estranha) ele escreveu pelo menos mais dois
romances. Na verdade ‘Salem (Nome original) é lá pelo quarto ou quinto livro do
tio King. Mesmo assim verdade seja dita: Vai escrever bem e construir
personagens lá na pqp. Você fica um pouco confuso no início, pois nos é
apresentado na trama um menino e um homem. Não são parentes, mas ao mesmo tempo
tem uma ligação forte baseada na proteção mútua e em algum medo. Então é descortinado
a história de uma cidadezinha de interior chamada “’Salem Lot” cujo nome se
originou de, pasmem vocês, uma porca gorda de um, provavelmente, mais gordo
ainda fazendeiro. Stephen King dá vida para toda uma população de uma cidade
fictícia que iria aparecer em outros contos dele.
Ben Mears é definitivamente o personagem principal. Escritor de
livros populares e com crítica dividida (lembra alguém? Aliás foi  o primeiro de todos os personagens colegas de
profissão que King daria vida) cujo uma fantasia surreal na infância lhe leva a
cidade onde passou parte da infância com o objetivo de escrever um novo livro e
de quebra expurgar alguns demônios pessoais de sua mente. Porém ele chega em um
péssimo momento, pois há duas novas pessoas na cidade que reativam o mal do
símbolo de tudo que é ruim na cidade: A casa Marsten.
Toda cidade interiorana tem um lugar assim. Um símbolo de
todo os temores da juventude, um lugar macabro rodeado de histórias
fantasmagóricas. E esse lugar no livro ocupa uma posição de destaque sendo um
dos pontos elaborados para King ocultar o mal até a hora certa.
Susan é uma luz para os olhos abatidos em um ambiente que
vai se tornando tão hostil. Tão doce, mas também tão teimosa. Desprendida do
alto moralismo de cidades interioranas e decidida acaba se envolvendo com Ben
apesar dos apupos de sua mãe. Além dos dois você conhecerá muita gente, pois
para o livro funcionar Stephen tem  que dar
personalidade e vazão diferente para muitas personagens dando um contexto para
uma cidade realmente viva. Você precisa temer por cada personagem.
Há também um professor que curte um bom rock’n’roll e capta
as coisas de primeira (ele é praticamente o dono das regras, todo filme de
vampiro ou aberrações fantásticas tem um), um padreco que oscila em sua fé e um
médico que não adiciona lá muita coisa na história, mas por fazer parte do time
você agrega de boa. E um garoto que é simplesmente um gênio como geralmente o são os infantes das tramas do Stephen.
Pessoas começam a morrer na cidade, inclusive duas crianças e um cachorro que são o estopim, e Ben junto com um novo empreendedor na cidade viram o foco da polícia por serem visitantes de uma cidade tão pacata.
O lado do mal é previsível. Se vampiros infestam a cidade sempre
há um cabeça por trás de tudo e nesse caso – – – – – – – – – –  A partir daqui começam os spoilers, pule para
a parte preta que onde estiver vermelho tem revelações de trama. Eu avisei… – – – – – – –
esse homem é Barlow, o vampiro-mor. Eu imagino ele usando uma cartola, não
lembro se de fato ele usa (risos), e ele até é um cara casca grossa (páreo impossível para um humano), mas a luta
final acaba sendo meio brochante o que é costumeiro  vindo de Stephen King. Não falo nem em
questão de conclusão insatisfatória, mas em casos de poderes tão discrepantes
entre os dois lados ele sempre opta por uma maneira de solução menos épica e
mais embasada na realidade, mas também bem chatinha. Vencer escondidinho. Mas
talvez não houvesse outro jeito.
Outra coisa que não desce na garganta é uma das mortes do
livro. Não revelarei quem é (mesmo sendo uma área de spoiler) para não estragar
a surpresa dos curiosos, mas assim como em Celular (dele também) é uma daquelas
perdas que demoram pra digerir. Seja como for pelo menos faz sentido diferente
da morte mencionada no livro de zumbis de SK que parece ser uma das piores
mortes já provocadas do nada pelo tio King.

‘Salem, ou o A Hora do Vampiro, é um livro divertido e
difícil de largar. As partes mais chatas são as que envolvem a cidade como um
todo, suas rotinas e costumes, e as mais legais são a cada revelação de quem são as criaturas habitantes
da casa Marsten.  Vale muito a pena a
leitura e ver qual é a versão dos dentudões segundo o mestre do terror moderno.
   
Ah, as cenas dos vampiros voando pela noite e arranhando as vidraças como cachorros cavocando a terra é de arrepiar, haha. Sim, King mantém a tradição de que um vampiro só pode entrar se for convidado, mesmo que ele esqueça disso durante alguns pedaços do livro. O livro deixa margens para continuação e o próprio SK já pensou em fazer uma história a partir de um dos membros do grupo que citei, mas aparentemente abandonou essa idéia para sempre.
Toma Rumo Guri!!

Leitura Nerd: O Máscara X Coringa

Coringa Máscara (Joker/Mask)
DC Comics e Dark House
Ano de publicação: 2000.
Para apreciar esse crossover é necessário que você leia essa edição despido de qualquer seriedade como o personagem vivido nas telonas pelo Jim Carrey poderia já demonstrar. Além do estilo caricato da narrativa você tem que estar pronto para ver um personagem que cria situações fora de uma realidade mesmo para as dos quadrinhos. Não que um homem vestido de morcega pulando pelos prédios seja aceitável.
Mas você sabendo fazer essa filtragem poderá apreciar essas 4 historietas como uma rápida leitura descontraída, mas que não adicionará nada em sua vida além de saciar a curiosidade de ver 2 personagens tão diferentes (e ao mesmo tempo tão parecidos) se encontrando em um mesmo mundo convergido em uma Gotham City cartunesca.
O Coringa todos conhecem com propriedade já que a cultura-pop já explorou bastante sua personagem seja em filmes (Tanto o do Burton quanto o do Nolan), desenhos animados e até mesmo aquele visto nos grandiosos jogos da série Arkham. Quadrinhos? Nem preciso falar. O Coringa é um dos poucos casos de vilões tão populares quanto o próprio herói. E olha que ele é inimigo do Batman.
O Máscara já é mais obscuro. Com toda certeza você vai dizer que viu o filme “The Mask” e que sabe tudo sobre o homem da máscara verde. Porém isso é só o começo. A entidade com poderes pan-dimensionais também teve suas origens nos quadrinhos e neles a história não é tão família brasileira quanto deixa transparecer no filme que conta com a presença da Cameron Diaz. Inclusive uma das grandes diferenças da versão em quadros da película é que Stanley Ipkis foi apenas um dos donos do artefato mágico. Sendo assim seria errado dizer que o bancário e o Máscara são as mesmas pessoas. Uma última curiosidade que talvez explique essa revista é que o Máscara foi inspirado no Coringa…
A trama do gibi que conta o encontro dos 2 palhaços de cidades distintas (Gotham e Edge) começa quando o Joker e sua parceira (a gostosa da Arlequina) resolvem cometer um crime em uma exposição onde a máscara de vodoo (no filme é dito ser de Loki, uma divindade nórdica) jazia inofensivamente. Snucky, um mero ajudante secundário do bandidão, acaba utilizando a máscara e trazendo para a história o palhaço de rosto verde. 
Porém ao ver o poder que aquele simples rosto de madeira conferia ao portador Coringa vê a chance de aumentar seu poder (e insanidade) em proporções inimagináveis. Claro que como todo bom crossover outras figuras do universo dos personagens dão as caras e os maiores representantes desses são o próprio homem-morcego e o tenente Kellaway, mas também vemos Hera Venenosa, a força policial da cidade, etc.
Quadro pega-virjão =Pp
O início desse encontro nos quadrinhos é fraco e na primeira parte (toda a “saga” é dividida em quatro etapas) dá vontade de se desistir. Porém levando em consideração o que eu falei (leitura superficial e na esportiva, haha) você saberá tirar bom proveito das próximas três edições. Batman leva uma surra do Joker/Mask e fica fora do ar até praticamente a última edição. Portanto se você é um fã do morcego talvez ache um empecílho a mais para apontar críticas a obra. Porém na medida que a trama caminha (por mais que realmente não fosse necessário 4 partes e a presença da Hera só seja legal pelo corpo bem desenhado – ainda que no estilo cartoon – ou seja, enrolado pra caramba) você fica curioso para saber qual será o final do embate. A máscara é um ítem que por mais poderes dê para seu utilizador também torna a pessoa vulnerável a insanidade. Porém como vocês sabem o palhaço de Gotham não tem um pingo de sanidade…
Coringa você é louco mesmo. Explodir essas três tchuchucas…
Pra mim a parte bem bolada do roteiro foi saber dar risada de si própria e colocar elementos da própria cultura-pop que vão além do universo dos dois mundos, como por exemplo, a sátira de “Quem quer ser um milionário” (Show do Milhão” como é conhecido por aqui) e do Super-Homem e Batman do Futuro. Essa parte é bem engraçada e já faz valer essa bizarra leitura.

Coringa do Futuro, kkkkkkkkk. Que merda, mas eu ri. =Pp
No final claro que (não vou dar spoilers) as coisas tem que se resolver para que cada elemento retorne para seu universo. Gostei de ver que o tenente Kellaway que no desenho e no filme é um idiota completo nos quadrinhos é um cara taciturno e bem estratégico, tanto que até recebe um baita elogio do morcegão o que não é pouca merda. Ainda tem a última página que a menos que você seja um leitor antigo dos gibis do The Mask trará uma situação que explodirá sua cabeça. Inclusive é bom dizer que apesar dos traços infantis e do argumento non-sense a história apresenta uma boa carga de violência e até certo humor-negro como piadas com surdos e cegos.
Como sou contra spoilers ao invés do desfecho coloco essa surra do bumbum da Selina. Hmmmmm…
Então é isso, espero que vocês tenham gostado e espero que possa estar trazendo muitos estilos de quadrinhos diferentes para ver se desperto em você a fome pelos quadrinhos. Sério, existem tantos estilos e histórias que é impossível não se apegar. Tantos defendem os livros, mas creio que não exista essa conexão sem um intermediário. Pelo menos para mim não. 
Cuecões e paródias você vê aos montes por aqui.
Ah, quero ver se leio o encontro do Máscara com o Lobo. Se com o Coringa já foi insano, faça uma ideia do quanto vai ser pior…
Toma Rumo Guri!!

Leitura Nerd: Thanos em Busca de Poder (Parte 1 e 2)

Talvez você não saiba quem é Thanos. Talvez você ache que ele é um vilão criado exclusivamente para o cinema. Talvez você ache que ele é uma cópia do Darkseid (Bom, isso ele é, kkkk.), talvez até você ache que Os Vingadores venceriam ele de boa. Bem, você realmente precisa ler mais quadrinhos. Huhu…

Apesar dessa cena esdrúxula onde Thanos é preso por um guarda comedor de rosquinha e vai para uma cadeia comum onde terá todo o cuidado do mundo para pegar uma de suas gemas se ela cair no banho… Na realidade da Marvel as coisas não funcionam bem por aí. Um nome: Jim Starlin. Esse filho da mãe não só engrandeceu o titã mais maníaco do universo como criou um pano de fundo cósmico incrível para as histórias da Marvel. Inclusive se você gostou de Guardiões da Galáxia saiba que tem um pouco do dedo dele na história. Além de Thanos Gamora e Drax são criações suas. Aliás, seria desmeritoso (essa palavra nem existe, pô!) usar apenas esses três para tentar dimensionar a importância do Jim para a Marvel. Enfim, como muitos não conhecem, e os que conhecem com certeza vão apreciar a resenha, resolvi trazer uma série de histórias de uma das sagas nais divertidas da editora, essa na qual atualmente o Universo Cinematográfico da Marvel tem embasado seu plot: As Jóias do Infinito. Eu durante toda terça vou esmiuçar todas as partes desse quebra-cabeça cósmico que envolvem uma pá de heróis, na maioria eles só ficam batendo boca e não resolvem nada sendo que os papeis principais sobram mesmo para figuras como Warlock, Magus, Galactus (Também só na politicagem, digamos), Anciões, algumas entidades esquisitérrimas e Thanos. Sim, voltamos a falar dele.

Antes uma explicação. Apesar desse puxa-saquismo todo o foco dessas edições não é falar do gigante roxo, mas sim da trama que envolve as Jóias do Poder. Tanto que deixei de fora a história de Thanos utilizando o Cubo Cósmico (Tesseract, lembra?) por não fazer parte da história das gemas. Maaaas, posso fazer a resenha dessa história se acharem interessante, visto que não deixa se completar todo o caminho trilhado por Thanos para ser um dos picas das galáxias. Bom, vamos lá…

Thanos em Busca do Poder (1 e 2) é o pontapé inicial para a trama das gemas do poder. Ainda sem a presença da Manopla que utilizaria cada uma das poderosas pedras a criatura nascida na principal lua de Saturno é ressucitado por sua inalcançável  paixão, a Morte. Sim, a entidade Morte em carne e osso. Quer dizer, mais osso, bem mais osso. Voltando a vida agora com uma turbinada por parte de sua musa Thanos está com muita mais sede de poder. Ele quer poder reinar ao lado da Morte e por isso cresce o olho para cima dos 6 artefatos mais valiosos (e poderosos) do universo inteiro (não é pouca coisa): As gemas espirituais. Aliás, a própria criatura resolve trocar seus nomes para Jóas do Infinito uma vez que apenas uma das pedras controla o espírito. Temos nessas duas partes desse gibi a explicação da origem das tais jóias. Uma Entidade Máxima (utilizo esse termo máximo porque existem no universo da Marvel trocentas criaturas com poderes divinos – como Thor, Odin, Zeus, até o próprio Thanos tem seu pé lá no terreiro divinal, embora todos esses sejam criaturas fracas comparados com entidades superiores comoo Tribunal Vivo, por exemplo) governava e reinava com seu poder descomunal, porém nem mesmo essa colossal criatura viveria para sempre e cansado de tudo deixou de existir, só que como o próprio Thanos menciona no gibi é impossível tanto poder simplesmente desaparecer e os fragmentos desse poderoso ser deu origem a tais pedras de poder. Cada qual controlando um “elemento” distinto. Vamos lá: Mente, Poder, Realidade, Tempo, Alma e Espaço. Ao agrupar todas elas sobre um mesmo domínio ela daria poderes ilimitados a quem as tivessem. E contemplando esse conhecimento ) desconhecido na totalidade até mesmo para os Anciões -entidades intermediárias como o Odin, rsrs) através do Poço do Infinito Thanos sabia de apenas uma coisa: Precisava se apoderar delas. E convenceu seu chuchu de carne pútrida, dona Morte, a lhe deixar percorrer o universo atrás das ditas pedrinhas (referir as jóias como pedras me parece uma analogia a drogas, huahaua.)

Nessas duas partes de uma história que é impossível de ser dividida como trama vemos Thanos ludibriando um a um dos portadores atuais das Jóias (elas necessitam ficar separadas, mesmo assim sozinhas elas tem um poder muito grande). Algumas das tramóias do amante da morte são sem noção alguma, mas outras são batalhas mais intelectuais do que físicas (já mostrando o bom estrategista que Thanos é), como por exemplo a luta com o Campeão (nome ridículo, eu sei). Inclusive um dos portadores de uma determinada Jóia é outra personagem conhecida atualmente pelo cinema, o Colecionador.

Toda a coleta até Thanos juntar todas as gemas sob seu poder lembra muito a caçada das dragonballs onde cada uma delas exige um desafio a ser cumprido. Essa temática de juntar artefatos é muito corriqueira (Inuyasha, Saga de Asgard dos CDZ, Senhor dos Anéis), mas sempre que bem trabalhada é muito boa. No final, um pequeno spoiler que em nada desmerece todo o argumento e nem inviabiliza o prazer dessa leitura, o titã mostra seu lado mais terno ao perceber que nem mesmo todo o poder do universo lhe trouxe o amor de sua dama nefasta. Vale muito a pena essa cena e estou me coçando para não contar, nem por uma imagem… Ahhhhhhh… Tá, o Thanos CHORA!

Eu falei que a história não é focada no Thanos (embora essa resenha seja Thanos isso, Thanos aquilo…), mas nesse começo da saga a história é totalmente voltada no gigante roxo. Tanto que acompanha somente seu ponto de vista e é narrada pelo próprio. Porém mais para frente as personagens serão tantas que você vai até se perder. Emborao Thanos vai fazer algumas coisas que é difícil perder o centro das atenções… Até a próxima!

Toma Rumo Guri!!


ps. Se você quer ver a tal cena de fraqueza do titã… Clique em ver mais… =Pp



Leitura Nerd IX – O mais rápido do mundo

Fala, nerdaiada. Como estão de saúde? Ah, vai saber, né…

Hoje trago-vos uma história pra lá de rápida. Não, não estou me referindo ao guia ilustrado do Nissin Miojo, estou falando da Corrida do Século: Super-homem X Flash. Bem, vamos aos dados técnicos da disputa antes de mais nada.

Super-Homem 98
Editora Abril

Apesar de como ficou conhecida o nome original da história é Maratona de Heróis e conta a empreitada de Mxyzptlk de novamente tentar vencer o azulão. Eu sinceramente tenho um problema com a credibilidade desse vilão. Apesar de na minha infância amar quando ele aparecia e ver milhares de vezes o Clark chutar a bunda desse duende para a 5ª dimensão quando amadureci das idéias vi que era algo muito bizarro um “carinha” com poderes ilimitados sempre perder pra alguém que por mais que fosse bombado nos seus poderes não seria páreo para um segundo de luta contra esse ser extra-dimensional. Um sopro mandaria o Homem de Aço para Saturno. Enfim, esqueçam isso… E lembrem-se das inumeras discussões nerds entre vocês e seus amiguinhos de escola e de prédio de quem venceria um racha: Superman ou o “The” Flash. Pois bem, isso já aconteceu bastante vezes pra alegria dos leitores e dos editores que embolsaram nosso dinheiro com um artifício tão barato: Um crossover.
Seja como seja a história é bem legal, divertida e na sua maioria bem embasada no universo da DC. Digo isso porque infelizmente tudo sempre depende da vontade dos roteiristas e não de um estudo baseado no histórico ou nos poderes reais de cada um, então vence o mais querido ou o que servir para a carapuça do momento. Mas não vou discutir nesse momento quem ganharia até porque isso é assunto de uma outra coluna do TRG.

Flash tenta deter as arruaças de Mxyzptlk enquanto vemos o Clark Kent trabalhando para uma revista fora do Planeta Diário. Quando o Super chega para tentar deter o duende infantil é deparado com a idéia genial do ser extra-dimensional de por os dois heróis mais rapidos do mundo (pô, o Sonic não consegue alcançar nem o Robotinik a pé…) para uma corrida mundial. Digo mundial porque o trajeto é uma volta na Terra. E isso é uma falha, pois apesar de não lembrar de ver Kal-El dando uma volta no globo a pé, recordo do Flash fazer isso com um pé nas costas. E mesmo o Azulão creio que não ficaria tão cansado como ficou. Bem, o Flash, que na história é o Wally, o mais foda dos Flashs, está tentando deter o inimigo comum com o Kryptoniano todo humilde e tal e o Homem de Aço desmerece o Vermelhão dizendo que ele não seria páreo para ele, que não era o Barry Allen e ainda chamou de Flash Kid na cara. Na cara!! Haha, daí sim o brio do rapidinho fez ele topar a corrida.
No nível diversão a HQ não tem do que se queixar. Realmente é uma competição que os roteiristas conseguiram dar um ar de “Puxa não posso perder isso”, que aliás na própria história acontece por parte de todos, até mesmo outros heróis. Só não entendi o porquê do Batman na capa, haha. Do ponto de vista mais técnico como disse respeita o universo construido dentro do mundo DC. Gosto do Wally comendo pra caramba pra compensar a energia gasta e o Super rejeitando-a , pois realmente ele não precisa. Só a explicação de o porquê o ar não arrebentar com o Flash pelo atrito ficou meio esquisito: Uma “aura” protege ele, huhu. Muito imbecil. Enfim…

A corrida é cheio de percalços, pois o vilão não pretende deixar tudo por isso mesmo e ser apenas uma corrida. Ele enche de obstáculos e ele mesmo se põe como dificultador pessoalmente no meio do caminho. Os dialógos são cheios de gírias como “você bebeu ou cheirou cola” e “negadinha” o que torna a trama mais próxima da realidade. O Flash em grandes alturas sofre um atraso pelo ar rarefeito e provavelmente atrasou em muitos momentos pela energia dos alimentos diminuindo. Já o Azulão tira apenas energia dos raios do nosso sol então não era pra enfraquecer por cansaço. O que atrasa e muito ele é cair num velho truque do Papaléguas: Um túnel falso. Pois é. Bem, no final [SPOILER: A PARTIR DAQUI SÓ LEIA SE QUISER SABER O FINAL: SPOILER] o Flash ganha por um mamilo praticamente tornando tudo muito polêmico realmente. Pelo menos o velho e conhecido Empate não deu as caras. O final é bobo e o  Mxyzptlk vai pra casa de uma maneira mais idiota do que dizer seu próprio nome pra trás. Sim, é possível, acredite. Seja como for a história é muito legal e vale muito a pena ser lida.

Nota:85

Nossa lista então fica assim:

Comics

#1 – Hulk #38 – 90
#2 – O Homem Aranha #146 – 87
#3 A Piada Mortal – Graphic Novels #5- 86
#4 Super-Homem #9885
#5 O Homem-Aranha #3 – 82
#6 –  Grandes Encontros Marvel & DC #3Batman vs O incrível Hulk – 75
#7 – Dylan Dog #12 – 72

Mangás

#1 – Yu Yu Hakushô #1 – 94 
#2 – Death Note – One Shot – 79
Livros

#1 – Zona Morta – Stephen King – 95

Bem, espero que tenham gostado. E repito: O que o Batman está fazendo na capa!!!? hahaha.

Toma Rumo Guri!!

Leitura Nerd VIII – Quase Kira

E aí, gente boníssima. Tudo em riba? Espero que sim…

Hoje vou falar sobre uma edição de um mangá muito famoso: Death Note. Maaaaas, calma… Antes que você fale que já sabe tudo fica de olho que talvez tenha uma edição que você não tenha lido. O quê? Uma história inédita do DN? Sim, e nem é tão nova.

Death Note – One Shot

A história se passa após a morte do mmmnnmm (sem spoilers, né? Até porque pretendo falar um dia da série como um todo…) e o mundo começa a ficar como era antes: muito violento. As pessoas se questionam se Kira não teria razão das atitudes que culminaram na série original. A barbárie humana começa a se alastrar novamente e pessoas continuam a torcer por um vingador, um justiceiro com as próprias mãos. Então algo impossível acontece: Outro caderno da morte cai em mãos humanas. Digo isso não pelo fato de um novo caderno aparecer, mas sim porque jamais imaginei que fariam uma sequência para esse que é o melhor mangá do mundo. Tá, um dos top 5. O original, viu? Huhu…
O maior detetive do mundo vivo – Você sabe quem, né? – então levanta-se para deter novamente essa força maior que os poderes dos homens e da lei. Alguns políciais começam a fraquejar, mas o tal detetive sabe que esse Kira não se compara com o Raito, ele é diferente. Única surpresa que vou estragar da leitura é que a diferença é que o novo Justiceiro é muito inferior ao original. Também, né… ideia copiada é brabo. O final é elucidativo e triste se pensarmos com a mente de um japonês.

A história é oscilante: Meio monótona na parte da população, mídia e policiais e muito interessante no que se refere a Near, L e até ao próprio Raito. A parte que Near tenta pensar como L e se lembra dos tempos de orfanato onde aprendeu uma lição de vida de L é muito boa. Não gostei muito que esse Kira – tá, não é o Kira – mata idosos em vez de criminosos, uma mescla de alívio para os idosos com uma limpa nos não contribuíntes do país. Vai se entender…

Enfim, é One Shot, rapidinho, pau e bola e vapt-vupt assim como  esse post. A nota? Beeeem… 79 porque vale mesmo só pelas parte do detetive.

Comics

#1 – Hulk #38 – 90
#2 – O Homem Aranha #146 – 87
#3 A Piada Mortal – Graphic Novels #5- 86
#4 O Homem-Aranha #3 – 82
#5 –  Grandes Encontros Marvel & DC #3Batman vs O incrível Hulk – 75
#6 – Dylan Dog #12 – 72

Mangás

#1 – Yu Yu Hakushô #1 – 94 
#2 – Death Note – One Shot – 79
Livros

#1 – Zona Morta – Stephen King – 95

Toma Rumo Guri!!

LEITURA NERD VII – Um pedaço esquecido de minha mente…

Galerinha paranormal, para sua alegria estou entortando
letras para mais um Leitura Nerd. E dessa vez é com alegria que vos trago o
primeiro, de muitos, livro. Porém como o consumo de uma brochura é um tanto
quanto mais demorada não adianta quererem mais do que posso produzir nesse
caso. Então sem mais delongas (e milongas) vamos aos dados da obra:
Zona Morta (Dead Zone)
Stephen King – 1978
Stephen King dispensa que tenhamos que introduzi-lo – até porque
ele conjuraria algo muito macabro para se vingar -, porém é importante
mencionar que esse foi apenas o terceiro romance dele, antes veio apenas
Carrie, a Estranha e Salem’s Lot. Mesmo assim nos surpreendemos como o início
de carreira (entre aspas porque ele sempre escreveu contos e artigos) dele era
criativo e bem minucioso no ofício de contar uma – me desculpem os puritanos –
puta história. Apesar de ser uma história fantástica Zona Morta foge um pouco
da temática Escritos de Horror. King nos apresenta um menino que sofreu uma
queda em sua infância e que alguns anos depois vira um rapaz comum que começa a
desenvolver uma estranha habilidade. Friso o comum porque é isso que é
importante nessa obra… King nos conta detalhadamente a vida de um professor
recém saído do colégio que vive uma simples vida de professor – que poderia ser
a de qualquer um – e que gosta de passear com sua namoradinha – quem sabe é
hoje que vou ganhar a noite, afinal a roda da sorte gira para todos – com os
trocados que sobram no fim do mês. Stephen faz de Zona Morta um verdadeiro
romance multimídia (em minhas palavras) porque passeia por diversos segmentos
diferentes de história sem sair da principal. É como se tivesse romance,
politicagem, aventura, sobrenatural… de tudo um pouco e de pouco não tem
nada.
Johnny Smith – Nome batido não? – foi o personagem mais
carismático das histórias que já li do velho King (embora ainda tenha muita
coisa para ler) e o modo como ele conduz a história de uma maneira calma e como
se não soubesse do que vem pela frente, enterte de uma maneira que é difícil
parar de ler. Ou de dar spoilers. Mas não darei. Não hoje. Só direi que é no contraponto
dessa vida pacífica que o protagonista leva que ele descobre – após um segundo
acidente – um poder que para ele não é bem vindo – As pessoas me olham como abutres…
-, mas que não é possível ignorá-lo, é necessário usá-lo para o bem como diria
sua mãe religiosa fanática. Claro, com exceção daquilo que está na Zona Morta –
Não vou contar, descubra.
Zona Morta é um livro excepcional (meu preferido do mestre
do suspense) e recomendado para àqueles que nunca leram uma obra desse autor e
mais ainda para quem é fã. Minha única crítica – pode continuar lendo não
esclarecerei nenhuma ponta solta mesmo – é que no final do livro todo esse
ritmo de passeio no Central Park que ele maestralmente nos conduziu
estranhamente vira uma corrida de São Silvestre onde você parece não estar bem
certo de onde é a linha de chegada. Mas as últimas duas páginas retomam um
pouco do passeio divertido e encerram a leitura com algo que é bem a cara do
Stephen King e que tenta dar uma amenizada em como ficou até ali a história. Recomendadíssimo.
Leia!! Nota 95.
Comics

#1 – Hulk #38 – 90
#2 – O Homem Aranha #146 – 87
#3 A Piada Mortal – Graphic Novels #5- 86
#4 O Homem-Aranha #3 – 82
#5 –  Grandes Encontros Marvel & DC #3Batman vs O incrível Hulk – 75
#6 – Dylan Dog #12 – 72

Mangás

#1 – Yu Yu Hakushô #1 – 94 
Livros

#1 – Zona Morta – Stephen King – 95

Se você se interessou pelo livro dá uma clicada no banner do nosso amigo do peito sr. Saraiva e compra Zona Morta. Se já tiver esse livro a Saraiva tem muitos outros livros do Stephen King para vender. E é uma ótima forma de dizer que gostou do blog, pois mesmo se você comprar outro produto clicando nesse link você nos ajuda a fazer um site cada vez melhor.  Ó o banner aí gente…


Toma Rumo Guri!!
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LEITURA NERD VI – Sorria!!

Ladies e gentleman, today is a very special day… Is a night of bats. =Pp

Piadas a parte amanhã estréia no circuito nacional o último (será?) filme da saga do Morcegão concebida pelo Nolan. Enquanto amanhã não chega o Leitura Nerd traz especialmente para entrar no clima uma das hq’s mais clássicas do homem-morcego, bem como do reino das historinhas ilustradas.

A Piada Mortal – Graphic Novels #5 – Setembro 1988
 DC Comics – EditoraAbril
Alan Moore e Brian Bolland 




Como disse mais acima é uma das histórias mais cult do Batman e junto com O Cavaleiro das Trevas ocupa a posição de obra-prima do universo dos super-heróis (em questão de roteiro) e claro, elevam o Coringa (JokeR) a uma posição admirável a um vilão, a de o mesmo lado da moeda: Loucura e Sanidade. Apesar de todos os créditos sempre irem para o sr. Moore (que é meticuloso nos seus scripts, é verdade), muito da obra há de se creditar aos desenhos de Brian Bolland que faz aquele velho palhaço bufão dar medo diante de seu olhar totalmente insano. A história do vilão que usa pasta d’água é recontada, mas o que muitos não prestam atenção é que o próprio Joker comenta para si mesmo que aquele passado pode ser verdadeiro ou não, tudo depende do dia e de seu humor, e que olhar para o passado é totalmente desagradável. Nisso o Coringa do Nolan é parecido, e só. Hei de confessar que não concordo com quem diga que é a versão definitiva do palhaço insandecido. Nesse passado mostrado o vilão mais (fatalmente) engraçado dos quadrinhos tinha uma esposa e um filho a caminho e desesperado com a vida que podia dar a seus amados resolve se meter em um trambique, não um crime, mas um trambique mesmo sendo usado de marionete. Porém a roda do destino virou e sua esposa (que amava ele muito) foi pro beleléu o que junto com o “acidente” girou a manivela da doidice naquela cachola de minhoca. E é nisso que Alan Moore apostou suas fichas, que o que transformou o Coringa em um psicopata foi um dia ruim, algo que pode acontecer a qualquer um: Aconteceu com o Batman, aconteceu com o Comissário Gordon, aconteceu com a Bárbara Gordon… Enfim, é nessa relação Joker/Batman que as luzes dos holofotes são lançadas mostrando uma tentativa de ambas as partes de mostrar o que os motivas e que isso tudo vai matar a ambos. E claro, aquilo que todo fã do Batman sabe… que o Batman é tão louco, ou quem sabe mais, que o seu pior inimigo.

Só um comentário – Ou mais -, o Batmóvel nunca esteve tão feio (parece um Denguemóvel), existe a velha dúvida que é debate por muitos se Bárbara foi ou não abusada e a foto mais queima filme do “natal na casa do Batimá” com direito a Batgirl e Batwoman, haha.

Comics

#1 – Hulk #38 – 90
#2 – O Homem Aranha #146 – 87
#3 A Piada Mortal – Graphic Novels #5- 86
#4 O Homem-Aranha #3 – 82
#5 –  Grandes Encontros Marvel & DC #3Batman vs O incrível Hulk – 75
#6 – Dylan Dog #12 – 72

Mangás

#1 – Yu Yu Hakushô #1 – 94

 

E agora eu vou contar uma piada que eu lembrei…

Toma Rumo Guri!!

Leitura Nerd V – Será que o Lagarto Mama?

E aí, galera que gosta de ler, belezura? Voltamos com o Leitura Nerd, seu passaporte gratuíto para a nostalgia. Aproveite enquanto o prefeito não pode sancionar taxa nisso.

Aproveitando o filme do teioso que está no grande Ecrã, resolvi ler um dos gibis mais antigos que tenho e preparar terreno para o review de amanhã sobre o Espetacular Homem-Aranha x o Lagarto.

Eis os dados da edição:

O Homem-Aranha #3 – 1972
Marvel Comics – Editora Bloch

Remontando as primordiais aventuras do amigo da vizinhança, essa edição nos mostra o primeiro encontro com o Lagarto. O legal é que o vilão não está assombrando os becos de Nova Yorque, mas sim está chafurdando e colocando medo nos coronéis da Florida. O aracnídeo é desafiado pelo Clarim a enfrentar o réptil e se propõe a viajar até os distantes brejos para enfrentar esse novo inimigo. O engraçado e interessante é que todo o estereótipo do Cabeça de Teia está presente desde as mais antigas histórias dele, sendo somente aperfeiçoada com o tempo. Tudo está lá: O bom humor durante a ação (melhor que a do filme), Parker apanhando de todos os lados da vida e a pindaíba que todos nos identificamos com o nosso protagonista. É engraçado que para haver o embate o aracnídeo tem que incentivar o Jameson a bancar sua passagem aérea como repórter do Clarim, como seu alter-ego, é claro. Conhecemos então o dr. Connors já transtornado e na pele verde e escamosa do Lagarto em ação e só depois conhecemos sua história e sua família. Aliás isso é algo que não consta no filme, um background mais embasado para o cientista, ele nem família tem. Pelo menos não aparece. O Lagarto como vilão não é lá essas coisas embora seja um dos poucos que em habilidades manuais seja páreo pro Homem-Aranha. Seja como for, é sempre o velho chavão “vou transformar todo mundo em réptil”. Mas é bom ver um dos poucos vilões que sempre tem sua redenção, e o vemos com aquela velha fórmula de quando o escalador de parede mais querido dos USA usa seus conhecimentos biológicos e faz um antídoto pra trazer Connors para junto de sua família. Chavão ou não, essa era a primeira história e é inspiradora pra muitas outras que viriam, o cientista inclusive tem papel importante em outros eventos do herói como Guerras Secretas. Bem legal. Minha nota para esse clássico dos quadrinhos é nota 82. Gostei e vale a pena uma leitura descontraída para ver como tudo começou… Para a família Connors, haha. Vamos ao ranking:

Comics

 #1 – Hulk #38 – 90
#2 – O Homem Aranha #146 – 87
#3 –  Grandes Encontros Marvel & DC #3Batman vs O incrível Hulk – 75
#4 – Dylan Dog #12 – 72

Mangás

#1 – Yu Yu Hakushô #1 – 94 

E agora me digam: Será que o lagarto mama? Hauahuahuhahua.

Toma Rumo Guri!!

Leitura Nerd IV – Garota fogosa essa Amabel

 Passando por um sebo da cidade onde eu
trabalho vi um título que me incomodou. Nao que a revista fosse uma bosta,
apenas o que coçou em minha mente foi  o
fato de eu nunca ter lido nada daquilo, ainda mais de um gênero que eu curto
muito: Detetivesco sobrenatural, e o gibi que vamos falar é o Dylan Dog. Sei
que tem um filme com o returnesco ex-superman, mas nao faço idéia de como foi,
o que vou falar é mesmo da arte  dos
quadros.

Dulan Dog #12 – Castelo do Medo
Out/2003

Peguei a 13ª edicao do título e é com
ela que analiso se vale ou não a pena ler. Talvez seja precipitado, mas eu
queria ver do que era feito aquele investigador de horror e aplicando a lógica
do tio Stan todo gibi é o primeiro gibi de alguém. Dito isso vamos analisar
friamente:
A historia é sobre uma mulher distinta
que ao casar com o cara errado e dar pro roceiro provocou a ira de seu marido.
Ao matá-la de uma maneira cruel e meio sadô, ela permanece na redondeza para se
vingar de todos os que têm o nome de seu algoz. Agora no presente, Dylan é
convidado para investigar esse caso enquanto banca a babá de uma outra mulher
fogosa (voce entenderá o porquê) enquanto ela e seus parentes passam uma
semana no castelo para ganhar uma bolada deixada pelo tio. A história tem
humor, mistério e muitos outros artifícios para tentar captar a atenção do leitor. Porém apesar das bonanças literárias
alguma coisa me incomodou e eu nao sabia muito bem o quê. Uma das coisas era
clara, o parceiro do personagem principal era o Grouxo Marx. Caraca, como assim?
O REAL OU UM COVER? Mano, nao sei.. mas isso é mito escroto e agradeci ao
autor quando ele dispensou o personagem logo no inicio. Outra coisa é que o
Dylon é um investigador de seres fantásticos, mas é o maior cagão de todos.
Certo que um personagem mais humano torna mais crível a história, mas ele é muito
covarde, amador e consegue levar um tiro de uma mulher, de imbecil. Miss Marple é mais fodona que ele no aauge de seu septuagenário. Uma coisa que nao entendi é se o plot era em monstros reais ou não visto que termina com um gancho para
continuação. Para nao dizer que nao falei das flores o lado positivo é que
você fica querendo ver o desfecho, acha engracado o desfile das putas e se se
esforçar ve um mamilo da dama de negro, huhu. Ah, o humor e petulância inglesa
do mordomo dá o humor que falta no escancaramento do Grouxo. É uma historia
regular que deve lhe agradar para aquela leitura descontraída de viagem de ônibus. Minha nota para essa revista fica em 72, quase nada acima da
expectativa, mas alcancou a nota mediana de qualidade… duvidosa?
E você? Concorda, discorda? Sem corda?
Dê seu pitaco e conte-nos sua experiência. E eras isso por hoje, fique com
o ranking:

 #1 – Hulk #38 – 90
#2 – O Homem Aranha #146 – 87
#3 –  Grandes Encontros Marvel & DC #3Batman vs O incrível Hulk – 75
#4 – Dylan Dog #12 – 72


Toma Rumo Guri!!

Leitura Nerd IV – Trapizomba

O que seria do branco se todos gostassem do azul. No caso, o que seria do ocidente se todos gostassem do oriente? Ah, metáforas a parte começamos mais um Leituras Nerds e dessa vez não vou falar de quadrinhos. Vou falar de Mangá! Sim, não se preocupe que ainda falarei muito sobre quadrinhos, minha grande paixão… Até porque devo ter 1 mangá para cada 50 quadrinhos. Então se você não gosta de mangá (Até lhe dou razão na maioria dos casos) convido-lhe a ler para variar Death Note, Love Junkies e… Yu Yu Hakushô! Sim, é do detetive sobrenatural que vou falar hoje.

Yu Yu Hakushô #01 – Dez/1990
幽☆遊☆白書
Yoshihiro Togashi
Editora JBC

Você já deve ter ouvido falar de Yu Yu Hakushô se você viveu nos tempos aureos da rede Manchete. Porém lhe dou alguns bons motivos para conhecer a versão mangá desse anime que foi sucesso por aqui: A história desenhada tem roteiros inéditos. Siiiiiiiiiim!! O mangaka (pessoa que escreve e desenha os mangás) foca o personagem principal, Yusuke Urameshi, em um mundo espitirual com almas penadas em conflitos a serem resolvidos ao invés de cair matando em lutas fodásticas. Há de se dizer que apesar de ser um mangá clássico da Shonen Jump (Editora para meninos cheios de porrada!!), o sucesso da franquia foi seu bom humor bad boy. Embora o surrealismo só tenha alcançado o ápice do non-sense com a dublagem do canal da Bloch o próprio mangá tem todo seu humor colegial ácido cheio de gangues e brigas de Yusuke, o grande bad boy.
Acompanhando a trama do anime o início mostra o garoto encrenqueiro do colégio tento um triste fim ao salvar uma criança de um atropelamento e com isso causando um lapso no mundo espiritual: Nenhuma criatura do mundo do além esperava uma ação benéfica de Urameshi e ele fica no limbo (Não, não a dança havaiana, haha). E com isso as aventuras do protagonista começam ao conhecer Bottan e Koenma Jr. que lhe dão missões (e aqui que separamos crianças de adultos u.u) que são ao mesmo tempo tocantes como também muito engraçadas. É praticamente impossível você rir de uma pessoa que morreu sem ter o encontro com seu amado, mas que o enredo dá uma guinada para um humor totalmente hilariante e nada nada forçado.
Como estou falando apenas do primeiro volume da edição lançada no Brasil, cabe mencionar que também conhecemos Keiko, Kuwabara e a mãe de Yusuke e que em apenas uma edição somos tomados por todos sentimentos possíveis e vemos no menino Urameshi um estereótipo pouco abordado: O anti-herói que tem um excelente coração. Ele gosta de brigar, de jogatina, mas fica louco da vida se alguém mexe com seus queridos familiares e amigos. A história é excelente e achei fantástico a vertente de ele realmente agindo como um detetive espiritual, gostaria de ter visto muito mais desse caminho.  Também tenho que abordar rapidamente o lado taradinho que traz bem de leve piadas muito engraçadas, como o jeito especial que Keiko reconhece o amado.
Como disse no início prefiro gibis, mas hei de concordar com algo: Mangás tem início, meio e fim, não se distorcem personalidades dependendo do autor e da época e o que aconteceu hoje não é esquecido amanhã. Fora o fator criatividade que vai muito mais longe. Recomendo a você muitão que leia esse mangá que está certamente no meu top 5 mangás. E vamos a nota: 94. Mas não poderiamos fazer uma lista com mangás e Comics porque são coisas diferentes, por isso teremos a lista de mangás também:

Comics

#1 – Hulk #38 – 90
#2 – O Homem Aranha #146 – 87
#3 –  Grandes Encontros Marvel & DC #3Batman vs O incrível Hulk – 7

Mangás
#1 – Yu Yu Hakushô #1 – 94

Não conheci o outro mundo por querer!!

Toma Rumo Guri!!