TRG Reviews: O que eu achei de O Homem de Aço…


Parece título da coluna de nossa amiga Lois Lane, mas na
verdade é a análise do TRG sobre a película moderna do Superman. Por estarmos
falando do MAIOR herói de todos os tempos vocês vão ter não apenas um, mas DOIS
reviews. O de hoje SEM SPOILERS e um domingo que vem COM SPOILERS FREE. Vamos a
resenha contida então? Ao alto e… Ah, seus chatos… =Pp
 
Primeiramente esqueça seus preconceitos contra o personagem.
Superman é sim um herói respeitável e de extremo valor aos quadrinhos, cinema e
outras mídias. Muitas pessoas gostam de virar o nariz gratuitamente para o
personagem só porque na hora da distribuição dos superpoderes ele chegou
primeiro e tinha um cartão de crédito internacional bom. Porém ele significa, e é a
personificação disso, o que é ser um herói no seu sentido mais vasto. A palavra
superpoder começou com ele. E mais do que isso, faz uma reflexão profunda no
fato de que se é ou não possível um homem com poderes de um deus manter seu
caráter a toda a prova. Já comentei aqui inúmeras vezes que não gosto do
Capitão América pelo fato de ele ser um péla-saco. É nítido que Steve Rogers
acha que está sempre certo em suas opiniões que geralmente guardam um
significado altruísta por trás (ui!). Porém com Kal-El (tio Clark, pros
desavisados) a história é mais embaixo. Você pode pensar que ele é o exemplo do
bom mocismo, e de fato o é, mas ele tem duas “pequenas” diferenças:
Uma é que o Superman não precisava dar a mínima pra ninguém.
Cara, somente com a superforça do rapaz ele podia obrigar o mundo a se render a
sua vontade. Ele é invulnerável (com exceções), e mesmo assim ele não consegue
nem atravessar fora da faixa. O sentido disso não é ser um pau mandado não, é
mostrar que alguém com tantos poderes precisa dobrar suas vontades. Imagino a
força que esse rapaz não faz pra não espiar o banheiro feminino ou dar uma surra
no valentão da escola…
A segunda explicação é que o azulão não mexe apenas com
questões rotineiras, ele sente no seu ombro pesar questões a níveis globais e
universais. Steve Rogers se acha a última Negresco do pacote só porque é líder
de um supergrupo que ele não pode controlar, já o Super é responsável por seus
atos e toma  a cada história decisões que
são grandes demais para podermos julgá-lo e nesses casos é necessário a bondade
e pureza do Clark, méritos da boa criação dos Kent’s, pois do contrário poderíamos
ter conflitos universais. Até existem enredos dele salvando gatinhos em árvore, mas isso é uma subutilização do personagem. 
Enfim, só o que quero alertá-los é que não entrem em barca
furada achando que o que reluz é Homem de Ferro, porque não é bem assim. Fora
todo o contexto histórico e cultural que nem vou entrar em méritos… 
Agora esqueçam os filmes antigos. Tanto os do Donner quanto o
alegre e colorido Returns. A pegada é outra. Como é moda em Hollywood o lance é
explorar a realidade e nada mais justo. O filme explora do começo ao fim a
jornada de um hominídeo especial que caiu na Terra quando bebê e que foi criado
e educado a não usar suas habilidades especiais não importasse o custo que isso
teria e ele aprendeu a grandes penas a lição. E então o pacato rapaz do Kansas
tem que tomar uma decisão que mexe com sua formação para abdicar daquilo que
mais lhe dá medo: A exposição.
Sobre o filme em si e sua qualidade é impossível não
apreciá-lo como bem feito. O roteiro é muito bom (o que é raro hoje em dia,
vide Vingadores…), não foge tanto da origem do herói (eu sei que tem uma pá
de coisas diferentes, mas a essência não foi alterada) e como citei no início
desse parágrafo olhando como um filme sem contexto mais profundo é emocionante
e acrescenta muita coisa em sua vida. Até porque como também já falei o homem
de aço tem seus dois pés bem plantados na filosofia desde a época dos roteiros
de Siegel e Shuster, e bem, isso dá no que pensar. Agora contextualizando ele
não deixa de ser um filme dos bons, Mas peca em demasia por não saber bem o que
quer contar nem ao que veio. A estrutura não linear uma certa hora enche o saco
e você se pergunta porque ainda está vendo a infância dele com seus pais e ainda há
toda uma contradição em alguns personagens principalmente o Jonhatan Kent com
um caráter questionável, embora impecavelmente vivido por Kevin Costner. O pai alienígena
do Clark é muito mais sagaz – e bem interpretado também chegando a afirmar que é
uma sensação boa ver o Gladiador em cena… Dá uma serenidade – e instrui o
garoto grande a fazer o certo após conhecer os dois lados da história. Dá a
entender que o pai terráqueo só encheu o garoto Kent de caraminholas
retrógradas e não é bem isso que eles quiseram dar a entender, com certeza. A Martha está
muito bem, assim como o Zod que é muito expressivo e me lembra bastante o ator
Wagner Moura, também acharam? Huhu… A Lois Lane eu achei que foi mal construída,
pois está um misto de Jane Foster do Thor com princesa Disney. Porém a falta de
personalidade dela contrasta o tempo todo com a beleza da ruivinha Amy que nos
encanta e esquecemos de julgá-la. Sério gente, o rosto dela para mocinha cai
muito bem. Aliás é foda ver na qualidade de IMAX as rugas de todo mundo,bando
de velhaco, haha.
 Pra terminar e não contar nada mais do que posso agora a
Warner trouxe elementos bem diversificados para o filme, pois dá pra se
identificar com muita coisa não importando seu nicho. Tem ação e lutas a La caralhada
a quatro com Zod e o azulão saindo na mão (aliás tive medo que não tivesse uma
luta final, mas tem!), tem romance com um beijão muito bem açucarado, tem
questionamentos filosóficos, tem sci-fi e tem… Bem, tem um pouco de quadrinhos.
Talvez esse seja o pecado capital da Warner e do Zack Snyder: Ter ido dado
linha a vontades diversas e perder um pouco da coesão desses mundos tão
diversos. Mas uma coisa é certa. Você sai de O Homem de Aço eufórico, pois ele
lhe dá um clima épico como no terceiro filme do Bats, ele lhe dá emoções em
doses muito boas (meus olhos marejaram trocentas vezes) e depois de tanto tempo
sem um filme do Super-Homem talvez todos nós aceitemos engolir algumas coisas
para o bem maior simbolizado naquele S. 
Toma Rumo Guri!!

TRG Reviews: Espetacular Homem-Aranha

Vai, teia! É com essa frase do filme antigo que eu começo o
review do filme novo. Como vocês sabem não fazem nem 10 anos que a última  versão do Aracnídeo pulou de prédio em prédio
no grande ecrã, e isso se deve – e aí sim talvez você não saiba – a fase em que
a Marvel estava meio perneta, sem grana, e vendeu o direito de filmagem de
alguns dos seus personagens mais mainstream. Vide X-men, 4 Fantásticos e o
nosso querido Cabeça de Teia. Depois a Disney comprou os marvetes e tudo ficou
em paz, conseguiram dar um up em seus personagens trazendo-os inclusive para o
cinema também com quase total fidelidade, coisa antes impensada por todos.
Enfim, o que eu quero dizer é que um dos 2 símbolos da Marvel estava nas mãos
do “inimigo”, seria necessário recuperá-los. Diz a lenda que existe um contrato
que dá direitos a Sony de total direitos sobre o Homem-Aranha na telona para
sempre, e que esse mesmo direito só voltaria as mãos da Marvel se a Sony
deixasse de fazer um filme – qualquer, só levar o nome e ter elementos – por X
anos, e esse x sempre foi motivo de especulações, há quem diga 5 anos, mas
outros dizem mais ou menos. Ficamos com esse número por hora. Bem, tudo isso
pra explicar o porquê de a Sony rebootar a saga do Amigo da Vizinhança sendo
que há menos de 4 anos estávamos vendo um filme que ficou cheio de lacunas,
aliás, vocês não estão cansados disso? Filmes, séries e desenhos que vão pro
saco e ninguém faz um puta final? Outro dia falamos disso…
Fato é que existia “uma trilogia” e que estavam programados
6 filmes – Aquela velha história de programar as coisas sem saber se tem
material pra tanto ou se vai ser muito pequeno, somente pensando com o bolso -,
e de repente a Sony resolveu reiniar do zero a saga, o tal “rebuti”, haha. Bem,
não foi tão de repente, apesar dos filmes até terem uma certa exposição boa no
início – o que é natural, já que era o primeiro filme de verdade do Teioso -,
porém a crítica caiu em cima da terceira película e os fãs chacotiaram legal a
empresa, o diretor Sam Raimi e até o emo Tobey Macguire, que Sabe se lá porque
todo mundo encucou que era o Peter perfeito. Nem, povo que passa fome acha tudo
um manjar. A Sony ainda pensou em continuar e provavelmente seria o mesmo
vilão, mas as coisas acabaram seguindo o rumo que vocês imaginam. Um
assassinatos de estereótipos, eu diria.
O que eu penso da saga antiga? Não era boa, não. Aliás, era
um filme bem Sessão da Tarde onde seus sentidos de aranha gritavam loucamente
com o Duende super sentai (Cybercops, capicci?), Peter Parker emo, Homem-Aranha
sem senso de humor e o pior: Uma Mary Jane que não é gostosa. PQP. Tinha coisas
boas, alguns personagens como Jameson era cuspido e escatarado, eram action
figures reais praticamente. Porém não acho que seja um pecado abortar a
franquia antiga. E se a antiga era Sessão da Tarde, a nova até que é uma Tela
Quente daqueles dias não tão legais, ainda assim… Não é uma Brastemp.
 Primeira coisa: Eu estava de má vontade com esse filme.
Admito, só fui ver porque queria ir no cinema mesmo. Porém eu sou muito fã do
Aracnídeo, e quando pisei aquele carpete macio do Cineflix (Ca$Sh!!) comendo
minha pipoquinha amenteigada torci, e torci bastante para que o Escalador de
Parede fosse bem adaptado. Mas será que foi?
O início do filme te joga um Peter Parker criança sendo
abandonado por seus pais. O motivo? Não sabemos. Ele passa então a viver com
seu tio Bem  e com sua tia May que lhe
mimam e ao meu ver o tornam um garoto mimado e tarado (guardando fotos da Gwen
no PC). O Peter Parker dessa nova franquia me pareceu inconsistente demais,
muito chorão e rebelde (sim, gravata na cabeça). Pô, ele me lembrou muito o
Batman que chora (internamente) pelos pais, só que o Peter Parker tem
excelentes tios que cobrem muito bem a afeição paterna. Porém ele prefere
entrar numa autocomiseração tremenda. Então ao achar o material de estudo
genético do pai e apanhar do Flash bastante, sem falar em conhecer a doce Gwen,
ele resolve que vai resolver a equação que seu pai deixou consertando o
algoritmo do decaimento sabe se lá porquê e para quê. Me lembrou muito a
primeira HQ que o Lagarto aparece e que a fórmula para funcionar era só ficar
verde, haha. Enfim, continuemos… Ah, faltou dizer que agora Peter Parker anda
de skate e ouve Charlie Brown, huhu… Mas isso é parte da “adolescentização”
dele, suponho. Agora sim, prosseguimos…
Disposto a saber mais sobre o misterioso pai (a mãe dele ele
ta nem aí) o jovem Peter passa a espreitar a vida do dr. Connors e logo
consegue uma amizade por força de velhos laço. Ao mesmo tempo o nome Osborn aparece
como um sujeito invisível atrás de um leão de chácara que pretende achar a cura
para algum de seus problemas. Será a globulina
verde? Huhu…
Ao visitar o laboratório de Connors, Peter Parker novamente
é picado por uma aranha mutagênica (digo isso porque já vimos isso demais) e
passa por um processo lento de adaptação até que ele resolve utilizar seus
poderes para “ajudar as pessoas” diz o filme, mas no inpício é puramente uma
caçada punitiva. E então começa a jornada do nosso herói em busca de redenção
pela morte do tio e em descobrir o que fazer com seus grandes poderes.
Dito tudo isso vamos as observações que gostaria de abordar
aqui: O filme não é chato, é até legal. Porém muito cheio de erros que tiram
qualquer um do clima, e não digo só os nerds que gostam de nerdologia. Não! A
paixão pela Gwen é repentina pelos dois lados e forte demais pra que mal se
conheceu, a máquina de vapor é um artifício tão batido que quando você vê ela
no início do filme sabe no que vai dar aquilo, o Peter Parker continua chorão
como nos velhos filmes e o bom humor que todo mundo estava elogiando nesse novo
Aranha não é assim tão boa, só funciona na sua primeira captura de bandidos. O
Lagarto não convence nem como Connors, nem como o vilão escamoso e os efeitos
especiais ficaram devendo, CG muito “marrommenos”. É engraçado como o Connors
monta seu laboratório no hall do esgoto. Como foi que ele levou tudo aquilo pra
lá? huhu… Esse vilão não convence muito nem nos quadrinhos…
Seja como for o filme tem algumas cenas engraçadas, uma
história bonita e dois atores que se destacam: O tio Ben (pai do Charlie Sheen,
huhu) que mesmo sem a frase marcante da série e mais vitimizado consegue ganhar
bastante destaque e a Gwen que como gatinha musa do filme consegue cumprir seu
papel. Tia May não fez feio, mas ficou tão diferente do contexto, uma cara
sofrida e jovem para sua idade… O Garfield fez sua parte sem nenhuma atuação
brilhante. O herói em si ficou meio apagado e muita gnete reclamou da fobia de
tirar a máscara, mas como já havia comentado antes isso é mal de todo filme de
herói e pelo menos em uma das cenas a situação foi bem aproveitada. O pior
personagem desenvolvido para mim foi o Capitão Stacey que não tinha nada a ver
com os quadrinhos, sua atuação era forçada e ele descobre o alter-ego do Aranha
através da força bruta, não da observação inteligente. Aliás, como deixaram ele
virar Capitão com aquela falta de controle emocional? E no final, que não vou
contar, há uma mudança brusca. E pra quem tava cheio do (1/2spoiler) Peter
choroso que não pode ficar nunca com sua amada vai cair no deja-vu de sempre,
embora com um alento de esperança que vai de interpretação, então assistam e
concluam por vocês mesmo.
A cena pós crédito é confusa e ridícula e gostaria de
salientar uma última coisa: Eu durante o filme fiquei pensando se o tio Stan
Lee daria as caras, até torcendo para que não já que a proposta era se
reinventar, mas foi uma aparição muito engraçada que valeu a pena manter essa
tradição dos velhos filmes. 
 Por fim então digo que é com certeza melhor que os filmes
antigos, mas que não se compara com qualquer blockbuster da própria Marvel. O
filme tem erros grosseiros para fãs e para pessoas que gostam de cinema
ocasional, tem muitos personagens fracos e um roteiro um tanto quanto perdido.
Porém como há de se pensar que é feito para a nossa população teen sedentos por
Drake & Josh, o filme é como dito no início: Uma boa sessão Tela Quente de
meio de ano, sem grandes lançamentos. Nada que um dia chegará aos pés da magnífica
obra para TV Spetacular Spideman cujo tempo de vida foi penosamente
interrompido. Aquilo sim era uma série do Aranha. 
 Enfim… Vai, Teia!!
ps. Lembrei que um dos posts mais acessados de todos os tempos foi o pornozão do Homem-Aranha que pode ser visto AQUI. +18 Aguardem um review do XXX Spider-man, haha.
Toma Rumo Guri!!

TRG Reviews: OS VINGADORES

  
     Super-Heróis em
Nova York, quem diria, hein? Pois o maior grupo de defensores
do planeta abarcou nas grandes telas saindo dos quadrinhos maestralmente dando
uma voadora moral naqueles que vão dizer: “Ei, o maior grupo é a Liga da
Justiça, dãããã…”, pois a Marvel não quis nem saber, girou o Mjolnir e golpeou
forte. Porém não há tempo para alimentar rixas entre DCnautas e Marvetes, pois
temos muitas coisas pra falar desse Blaster filme. Antes, porém, só dois avisos
importantes: Se você quiser entender um pouco sobre o que viria nesse filme e
seus contextos ouça o Pankeka Cast #4 AQUI. O segundo recado é que o TRG é
totalmente, brutalmente, terminantemente (ok, você entendeu) contra spoilers
para quem não quer spoiler, dito isso, criamos o Selo Paranormal de Spoilers do Visão. Funciona assim: Verde – A barra ta limpa, você só acompanhará comentários
gerais e inofensivos, dando uma pincelada sobre o que foi visto e muito
provavelmente você viu as cenas até no trailer já. Amarelo – Não contém revelações
bombásticas, mas pode conter expressões descritivas sobre quem luta com quem,
como foi a intensidade da luta, o que pareceu tal e tal aparecimento… Ou
seja, avance somente se acha que isso não compromete seu divertimento. Vermelho
– Spoiler puro na sua forma mais suja. Mais feio que correr pelo cinema em fim
de sessão dizendo que o Mufasa morre (eu já fiz isso…), ou seja, passou daqui
abaixo da cintura tá nas regras. E fica o recado de que se você já viu o filme
assista nosso Pankeka Cast #05, esse pod terá spoilers, porããã… Identificaremos
também quando vamos falar do grosso da coisa. TRG!! sempre pensando em você,
somos uma mãe, vai dizer. Nos dê presente em maio. =p
     Se você não foi dar uma bandinha para contornar a estrela Alpha
Centauro e voltar sabe que Os Vingadores é um filme baseado no gibi homônimo da
editora Marvel que há muitos anos vinha sendo cultivado na mente fértil dos
nerds Na verdade mesmo sendo divertido visto “solto”, The Avengers é o
culminar de todo um trabalho da Marvel batendo cada detalhe das personalidades
dos seus heróis e criando, não, melhor… transportando seu imenso mundo dos
quadrinhos para o grande ecrã. E ao que parece foi um golpe de mestre, ainda
mais para quem quase faliu na década de 90 e perdeu os direitos de filmografia
de alguns personagens seus muito populares. Enfim, acompanhe aí o que havia
rolado até agora:
The Hulk –
2003
The
incredible Hulk – 2008
Homem de Ferro – 2008
Homem de Fero 2 – 2010
Thor – 2011
Capitão América – 2011
Os Vingadores – Sim, você está aqui!
     Com o Hulk a Marvel errou a mão, mesmo o segundo filme sendo
mais… hã… legalzinho, mas foi com o Homem de Ferro – e dito isso graças a
uma fidelidade aos quadrinhos, muita ação e o carisma do Robert Downey Jr – que o
filme levou a conta bancária da Marvel a estratosfera. Foi nesse ponto que seus
executivos tiveram a convicção que era possível fazer. Esse foi o instante que
pediram truco e apostaram toda sua grana no projeto “Por em prática o filme
baseado em quadrinhos mais impossível ever”. Quando veio o Thor (apesar de
muita gente torcer o nariz achei um bom filme, claro que tinha muita coisa no
caminho a melhorar…) e o público gostou da história e esse gostar se
transformou em renda nas bilheterias e a bambambam das artes impressas deu um
tiro atrás do outro. Todos bem perto do alvo (eyebull u.u) Capitão América
preparou o caminho para The Avengers e ao contrário das expectativas rendeu um
bom filme também, mostrando que sim, era possível fazer a reunião dos maiores
heróis da Terra. Até aqui você, nerdão, esteve junto. Agora vamos ver o que está
rolando no presente…
     Eu e a Bezerra Negra (@bezer_rinha) – Sim, o burro na frente
– compramos nossos ingressos e lá estávamos na noite fria – Pô, no sul é
frio… –  da quinta feira dia 26/04/2012
esperando ansiosamente para a pré estréia do filme dOs Vingadores. Já vi o
filme até agora duas vezes e foi bem mais divertido e espontâneo ter visto na
madrugada referindo-me a platéia. Foi festa antes do filme com direito a
cosplays de Thor (o melhor), Viúva-Negra com arminha vermelha (kkk) e até o McLovin
de SuperBad (u.u) Tony Stark, sim, o alter ego do Ironman. Esse Tony foi
engraçado, ele estava junto com os outros, mas seu diferencial era estar
acompanhado da mãe e da irmãnzinha. Sabe aquelas mães que trazem o casaco em
balada no verão? Pois é… O ápice foi durante a sessão a senhora mãe dele ao
ver uma cena caliente do Tony macho com a Pepers e soltar sem vergonha de ser
feliz: “Só ta faltando uma dessas pra ti, né filho? Coitado do Seth. =p Porém
verdade seja dita, achei que ia ser uma merda ver a pré-estréia com tanta gente
barulhenta (porque o Hall do Shopping Total estava um pardieiro nerd, com muito
zum-zum-zum sobre o filme e outros assuntos geeks. Até um livro do Tolkien alguém
estava lendo. Devo dar meus parabéns a esses fãs que na hora que começou o
filme foram totalmente respeitosos e interagiam com o filme com palmas nas
cenas apropriadas. E comparando com a segunda vez que fui ver (sábado), o público
parecia não reagir com as piadas mais nerds ou ditas inteligentes como a referência
do Stephen Hawking. Mas de todos os jeitos foi uma festa… (Clique  nas fotos para ampliar)



O Filme
  
   Sinopse do resumo da ópera do filme (Se você é preguiçoso,
essa parte foi feita para você…)


     O melhor filme do ano, com certeza e disparado, com
fidelidade aos quadrinhos Marvel (Ultimate) e reproduziu com maestria a emoção
de ver Os Vingadores reunidos lutando juntos, trazendo uma emoção indescritível
aos nerds. Embora muitos personagens tenham boiado, o filme traz uma boa coesão
de tudo que a Marvel construiu até agora. O Diretor (e roteirista) Whedon fez um excelente
trabalho, e a Marvel mostrou novamente (mas bem de mais leve) que ela ainda se
perde na correria do roteiro contar tudo em pouco espaço de tempo, vide os 20
minutos iniciais. Também há uma dose excessiva de comédia que algumas vezes
destoam com o caráter do personagem (Como o “Adotado” do Thor, mas que são bem
engraçadas realmente e atraem a grande família). Porém no conjunto da obra
Vingadores ganha nota 9,2 e chama a atenção por ser um filme coeso com todo o
universo construído, pela sensata adaptação fiel aos quadrinhos e por ser um
filmão de sair do cinema fazendo barulhinho com  a boca dizendo “Eu sou o Homem de Ferro”,
haha. Faltou lamentavelmente a frase “Avante, Vingadores!!”. Uma pena. Pelo menos se teve me passou batido.
     Finalmente vamos entrar em salames minudências.
Particularmente achei os primeiros 20 minutos muito chatos. E não é por não ter
pancadaria e ação (isso até tem), mas dá calafrios de ver o rumo que a história
poderia tomar.

         O início achei muito mal contado, forçado e tedioso. A
SHIELD mantém o mazarropi Tesseract sob seu poder, mas não consegue mantê-lo
por muito tempo sobre seu poder. Após Loki usar o truque “vem com a gente” no
Gavião Arqueiro e no cientista que apareceu em Thor, toda a galerinha foge
loucamente numa van aprontando inúmeras confusões
(Sim, à lá Sessão da Tarde
mesmo). Cenas de tiroteio em perseguição policial, Natasha Romanoff indo buscar
Bruce Banner em país de terceiro mundo fazendo todo um enjambre ao invés de
contar a real para ele, enfim, não percamos tempo nesses vinte minutos.

      O filme começa para valer quando Loki está no anfiteatro e
tenta dar uma de dominador global – nada que Pink e Cérebro já não tenham
tentado – obrigando todos a se ajoelhar perante ele e aparece o bom moço Steve
Rogers para a primeira de muitas lutas que iriam se suceder. É uma luta rápida
mostrando o primeiro indício que o Capitão América seria um personagem inútil. Mesmo
não se rebaixando para o deus nórdico ficou claro que ele não era páreo para o
falastrão de Asgard. E o momento em que eu considero que começou o filme para
valer  foi quando ouvimos o comunicador
do avião da avião da Scarlett Viúva Negra ser interrompido pelas ondas do rock‘n’roll
ouvido na armadura de ouro e titânio do Homem de Ferro que por sua vez logo fez
o filho dos Homens de Gelo se render. Nessa parte convém explicar uma coisa:
Fica claro que o filme é dividido entre os heróis de elite e os buchas e isso é
delineado até pelo modo como são apresentados os Sicranos. Com exceção do Hulk,
todos os personagens legais tiveram sua introdução no filme de forma muito
legal. E o Hulk em si foi massa sua inserção na película, me refiro ao Bruce
Banner mesmo que ninguém ligue mesmo, haha. O segundo erro d’Os Vingadores foi
ter personagens muito mal aproveitados e desses eu destaco o Gavião Arqueiro,
eleito por minha pessoa com o prêmio Bucha de Canhão Master Blaster. A Bezerra
Negra inticou com sua roupinha que parece ter sido feita pelo Ronaldo Esper, e
muitos hão de falar que algum personagem haveria de ser recrutado para o mal e
que suas origens nos quadrinhos também eram assim… Tudo bem, sei disso tudo,
mas nada justifica um personagem tão bundão. O Hawkeye é um dos
personagens que tem a personalidade mais forte em meio a centenas de heróis que
passaram pelo mega grupo e nada justifica o personagem “boboolhando” criado
(aiii) e a má interpretação (uiii) feita. O ator tava sempre com uma cara de
dor de barriga não importa em qual lado lutava. Não só faltou o lado piadista
do Clint, como também faltou qualquer outro lado. Eu no Pankeka Cast #04
comentei que ele seria fraco, mas esperava que talvez o lado bom-humor do
personagem pudesse trazer uma surpresa agradável. Nem o climão entre ele e a
pagadora de peitinhos favorita dos nerds melhorou isso (vocês tão vendo que to
me esforçando pra ajudá-lo). O primeiro líder dos Vingadores da Costa Oeste
ficou devendo nessa. Até a ponta que ele fez em Thor ficou melhor onde ele até
diz uma frase bacana: “Eu quase estava começando a torcer por esse cara”. Ps.
Tava vendo uma entrevista para o Omelete do ator que fez o Arqueiro e achei ele
super gente boa, ele mesmo dá a entender que foi colocado como figurante em
Thor e não teve muito espaço. Sempre me preocupo em criticar as pessoas, o cara
é gente boa, só não mandou bem e a culpa toda não é dele. Ok, fim do update.
 A Viúva ganhou uma atenção melhor, mas foi
transpassada para o filme como mais uma funcionária da SHIELD só que com
talentos natos e um bom trunfo na cama. Porém ela se deu bem ganhando cenas
muito boas como o interrogatório de Loki. Agente Fury nem fedeu, nem cheirou.
O poderoso Thor aparece no filme já pronto para porrada como
também afirmei no Podcast. Ao meu ver Hulk, Homem de Ferro e Thor sozinhos
sustentavam o filme, mas não que queiramos resumir os Vingadores a eles, mas
que as melhores cenas de ação foram deles. Thor veio disposto a entregar Loki às leis de Asgard e com isso comprou briga com o transloucado Tony Stark. Apesar
de ser uma briga neutra com nenhum favorecimento para ambos os lados e com propósito
nenhum além da pancadaria gratuita que o bom nerd gosta (visto que de pois o
Thor aceitou todo de boa que Loki fosse preso, fora o fato que a Bezerra bem
lembrou de que como Thor veio para Terra sem a Bifrost?). A cena é divertida
com sopapos para todos os lados, com piadinhas recalcadas do Ferroso e com
devastação do território. Nada que estrague o filme, mas o Homem de Ferro nunca
levaria uma luta de igual pra igual com o poderoso Thor. Poderoso, sacaram?
Fora o fato de que no meio da luta pro final ficou um agarramento à lá MMA que
só faltou puxarem uma sunguinha. Não se destrói muita coisa assim, certo? Daí o
Capita aparece e dá uma surra de piça mole moral nos dois deixando o personagem
com mais fama de corta clima.
Já novamente a bordo da… Erm, Portonave?… há o
desenrolar da história que dessa vez mesmo sem ação de forma alguma é maçante. Ao
contrário, há uma suspeita dos reais planos da SHIELD que vai desembocar em uma
falta de união total dos integrantes. Em suma para não contar todo o filme vale
só ressaltar que na sequência aparece a melhor luta rápida do filme quando
finalmente o Hulk dá as caras. Após a Viúva Negra borrar as suas calças de couro
colada na bunda vemos o dono do Mjolnir quebrar o pau com o incrível Hulk. Cenas
como a do verdão tentando levantar o martelo de Thor são boas sacadas,
principalmente para os fãs do quadrinhos. Também foi legal a divisão das
tarefas quando Homem de Ferro e o Capitas unem suas habilidades (E mais uma vez
o homem da estrela no escudo falha miseravelmente), enquanto Thor tenta conter
o TPeiMoso Hulkão. Arqueiro e a ruiva até ensaiam uma coreografia facilmente
vencida pela Joelma, mas não dizem para o que vieram nessa cena. Também não sei
como o Gavião Arqueiro e Loki praticamente sozinhos conseguiram (mesmo com a
desunião dos heróis) entrarem e saírem Like a Boss de lá. Toda essa tensão da
separação só vai preparar o caminho para o ápice que traz uma batalha final
muito incrível.

   Spoiler Total

 

       Tá… Você foi avisado, hein? Tanto que o spoiler já cai
como uma bomba aqui: Agente Carlson morre. Sim, ao tentar enfrentar o Loki leva
um cetro cravado no bucho e mesmo dando um tirinho de nada no asgardiano acaba falecendo. Moral da história? Ele é um imbecil, bem dito pelo Tony Stark. Que
morte mais inútil. Era um personagem que não fazia muita coisa além de ser
garoto de recados, mas ele tinha mais carisma que o Arqueiro, então né…? E
nem levou o autógrafo do Steve Rogers. Acho que nisso até foi melhor pra ele…
Acho que o ator não quis renovar contrato, só pode para ter uma morte tão inútil.
A nova agente tem carisma também e vai dar conta do recado nos próximos filmes. E o embate final quando o portal é aberto e dele saem os Chitauris – Aqui vale
um adendo, não sei quem acompanhava spoilers (eu não…) se já era sabido, mas eu esperava
ver os Skrulls ou mesmo os Knees e me deparo com esses monstros feios que são
do universo Ultimate da Marvel (A bem da verdade o filme todo é…) e me sinto
meio perdido sobre suas origens, motivações e porque querem entrar em um buraco
de minhoca para barbarizar com a Terra. Nem dominação estava nos seus planos, só
queriam meter o caos com seus Godzilas gigantescos. Aliás, falando no Gojira,
quando vemos a cena da volta do Hulk – Mesmo numa parte de spoilers não vou
entregar o ouro para não estragar a graça daqueles que são curiosos do caramba –
na sessão da pré-estreia o público foi ao delírio e aplaudiu delirantemente a
sequência de ação. Aliás, diga-se de passagem que a finaleira foi muito bem
feita com pancadaria das boas, mesclagem de humor e ação na medida certa e
muitas cenas que acho que só funcionam direito em 3D. Falando em 3D é um efeito
que paga-se o preço do apelo visual… perder detalhes pelo escurecimento que a
tecnologia exige. Aliás na segunda vez que vimos, Bezerruda e eu notamos que
perto da tela o efeito é bem convincente até.
O ápice é os Vingadores agindo em equipe – Sendo liderados
pelo Capitão América (que nunca demonstrou em nada o direito de liderá-los, mas
enfim, foi o Tony que mandou…) e com a cena do desfecho muito emocionante
dando total foco no Homem de Ferro. Embora para um filme de grupo pegue meio
mal foi uma cena muito bem pensada (e roteirizada) dando um clima apoteótico ao
final do filme (por mais que tenhamos mais 2 filmes para o Ironman e ninguém
acreditasse que ele fosse morrer de fato). Detalhe para cena do Hulk e do Loki
que foi bem engraçada e que teria sido bem assim mesmo nos quadrinhos com a
altivez do vilão e a violência do monstro de raios Gama. O filme termina de vez
com um discurso sem nexo do Nick Fury falando que os Vingadores voltarão porque
eles precisarão (?!) e os heróis em clima de paz e amor e sexo (aliás a Gwengyhshospoak Paltrow cada dia mais insossa). Sobe os créditos, toca
Soundgarden e as luzes se acendem. A galerinha desavisada vaza e então rola a
já característica cena pós-credito Marvel, que como apostei seria uma cena
indicativa para o próximos filme dos Vingadores e não do próximo Marvel Blockbuster, com a aparição de Thanos. Apesar de meio escuro ele aparentou ser
bem feitinho e vamos torcer para que seja tão bem computadorizado como o Hulk,
(lembrei que o Hulk tá com uma cara de sofrido, inspirada no Rufallo) porque é um personagem muito legal para a história. Só não entendi porque ele
estava chefiando os Chupa-cabras Chitauris, embora o Thanos seja mesmo de arrumar
aliados subordinados facilmente. E a frase de flertar com a morte foi genial. Grande
Marvel.

   Futuro
  Agora é esfriar os ânimos novamente e esperar com
ansiedade os próximos filmes com o selo Marvel (Homem de Ferro e Thor, 3 e 2 respectivamente)
e conjecturar sobre The Avengers 2. Em time que está ganhando não se mexe e não
acho que a Marvel irá fazer grandes reviravoltas sobre o grupo. Os personagens
devem se manter, talvez apostaria em aparições do Visão e da Feiticeira
Escarlate e da Sersi (essa eu que gostaria de ver), é estupidez quem espera ver Wolverine, Homem-Aranha e
Garota-Esquilo (ainda bem, seria muito enfadonho) e talvez veremos o próximo
filme do grupo ser baseado na saga das Gemas do Universo, visto que a Manopla
do Infinito já apareceu. Seria muito legal inclusive ver o Warlock e o Magus
sendo manipulados pelo Thanos e recriar esse arco em cima dos Vingadores. Já pensou que blaster tri o Tony Stark tirando uma com a cara do Thanos e levando um soco na boca, huhu. Diria
até mais, agora sonho meu haha, ver os Vingadores defendendo o universo tento
que inclusive se deparar com o Galactus. Ia ser fodástico, não vai dizer? Deixa,
Disney… =/

        Excelente filme, tem tudo pra arrebentar a boca do balão e
meter uma graninha alta no bolso de quem mexe com bilheterias. Melhor filme do
ano disparado, com suas falhas que em nada compromete o filme… Mas que podiam
ter calibrado mais dava. Mas acho que é só ranzinzice de fã. =p

  Toma Rumo Guri!!

O Homem do Futuro

Quem me conhece sabe que amo histórias de viagens no tempo/espaço (ainda farei um livro sobre o assunto). Não precisa nem me conhecer, lendo o blog ocasionalmente você já vê várias referências disso. De volta para o futuro é o melhor filme, na minha opinião de meia-tigela, e isso não é a toa. Pois bem, peguei meu senso científico-crítico e fui com a @bezer_rinha ao cinema ver ao Homem do Futuro, filme tupiniquim o que sempre é um perigo constante. Quase atrasamos o que prova que o tempo já estava influindo em nossas vidas mostrando que uma máquina dessas realmente seria uma mão na roda, aliás, no relógio. Chegamos nos trailers ainda e tateando fomos achar nossas confortaveis poltronas. Recostamo-nos nelas e começamos a mandar ver naquelas balas Toffe…

Bem… O filme tem o Capitão Nascimento Wagner Moura e a bonita Aline Moraes. Aqui vale a pena parar e fazer algumas considerações. É incrível como o WM consegue fazer tanto papel diferente, o cara é um verdadeiro camaleão. Não que ele pareça um estudante como tentam retratar no papel de um passado longínquo e traumático, mas ele sempre sabe passar a emoção certa para seus papeis (Não, nunca vi o filme do BOPE…). A Aline Moraes é a garota sexy que acorda uma paixão desenfreada e até inexplicável pelo nerd que gosta de física. O filme tenta usar um pouco da linguagem de Bob Gale e até um tantim de Lost (Talvez você nem note,  haha) nas tentativas de ligar aos poucos as peças, no caso as falas desencontradas do início…

Zero é um cientista que tem um acelerador de partículas ao seu alcance e tentando se livrar de uma vida horrível de professor de física para alunos babacas fãs de Justin Bieber e na tentativa de esquecer de vez sua grande paixão submete-se em um experimento para obter uma nova forma de energia. Aí começam as maluquices. Penso que não faz sentido alguém adentrar em um colisor de eletróns a menos que quisesse morrer de substâncias radioativas. Ele então entra (Segundo o filme) em um buraco negro que capta suas emoções mais fortes fazendo-o voltar no tempo!?, e mais, minutos antes da grande tragédia de sua vida. Putz grila, hein?

O que você faria se pudesse consertar sua vida de merda? Ah, quem já viu o filme do Martin Mcfly sabe do que estou falando… Mas aqui quero encerrar o comentário do filme e mais pra frente sobre ele farei apenas a avaliação final. Agora o spoiler é necessário e peço para pularem para a parte não itálica e não acinzentada para um final sem possíveis revelações.

Olha… A história do filme não é possível. Que coisa sem pé nem cabeça. Zero volta no tempo e muda seu passado e assim sendo seu futuro também. Aqui cabe frisar que o filme poderia seguir 2 linhas: Alterações no passado alteram a linha do tempo e criam um novo futuro ou senão criam uma nova realidade fazendo um fissão no espaço/tempo criando uma segunda dimensão com novos acontecimentos que em nada afetariam a realidade anterior. Porém o autor resolveu unir as 2 e ao mesmo tempo nenhuma. Sim, meio difícil de entender… Zero muda seu passado, sendo assim ele virou um homem de negócios que até tinha uma máquina do tempo em um cofre. Porém se isso acontecesse e não se criasse uma nova ramificação (Tipo o Trunks) ele nunca teria voltado no tempo e seu passado nunca teria sido alterado. Outra coisa: O personagem bonzinho que aparece vestido de astronauta não existe realmente sendo um personagem criado quando 2 dimensões foram alteradas, o verdadeiro zero era totalmente paranóico e chato. E como o Wagner Moura retornava ao futuro? Máquina do tempo bumerangue? Pra piorar ele voltava com as suas memórias que já haviam sido transformadas em nada porque aquilo que no filme ele lembra nunca aconteceu.  Como pode 2 zeros da mesma época co-existirem e pra onde foram os outros 2? Morreram? Porque ele era o que sobrevivia? Rapaz, o filme tem um paradoxo si… O de criar infinitos paradoxos, affe…

Gostei porém da solução: A Aline Moraes (Quem dá em pleno laboratório de física?) lembra que para acabar com os paradoxos tem que eliminar a raiz de probabilidade, isso foi um lance bacana. A @bezer_rinha também alertou que o fato dele ter sido uma boa pessoa no fim se deu por aquele esporro que ele deu em si mesmo nos momentos do desfecho (“…Você vai passar por um momento difícil, mas…”) o que até é verdade mesmo, mas daí no fim eles criam um último paradoxo: O do tempo circular: Lembram daquele filme com o ex-superman Cristophes Reeves que ele volta no tempo e dá o colar para uma senhora que depois o presenteia com o mesmo colar e fica a dúvida daonde que surgiu o tal colar já que ele é uma anomalia temporal. Pois bem, a personagem da empresária vagaba é a mesma coisa. Ah, sem falar no celular que capta coisas atemporais…
Tem muito mais coisas, mas melhor deixar pra lá…

O filme O Homem do Futuro é bem legal, se você relevar essas coisas e mesmo se não vai gostar bastante. O autor e diretor exploram a sci-fi que não tem nenhum espaço no ecrã tupiniquim e se sai bem. Tem uma boa história com um belo pano de fundo e mostra que o amor não é afetado pela estranha e confusa malha do espaço. E isso vale o ingresso.

De boa talvez eu compre esse filme quando sair em dvd, muito bonito e divertido.

Ah, não reclame de eu reclamar do cinema nacional. Filme tupiniquim bom só quando são formulas prontas (tipo séries: Os Normais, Cilada) e as antigas e boas chanchadas. Vai dizer?


Toma Rumo Guri!!
Aguardem, as mudanças no blog estão quase chegando…

TRG Reviews: THOR

THOR!!!!!! É com esse grito de guerra que na noite de 28 de abril fui assistir a pré-estréia de Thor 3D no cinema do Shopping Total. Uma de minhas mãos estava enlaçada a da minha namorada e a outra segurava uma revistinha da editora Abril do Thor. Tinha ouvido burburinhos que o filme era bom, mas evitei ler reviews alheios para não estragar a graça daquela sessão.  Sinceramente eu estava apreensivo quanto ao filme porque eliminando as exceções filmes de heróis tendem a ser sofriveis, além do desrespeito caracteristico aos fãs com mudanças dessa transição quadrinhos/filmes. Eramos todos convidados da Band, nenhum dinheiro foi gasto com exceção do vil metal aplicado nos combos pipoca/refri, caros como de costume. Pré-estréia é aquele velho chavão de fotos e discursos, mas ignorando esse fato que fez o filme começar 22h10 ao invés de 22h, vale comentar o ambiente encontrado nessa situação. Notei que tinha alguns fãs de quadrinhos, mas também tinha aqueles que mal sabiam direito o que iam assistir. Me chamou atenção um trio atrás da gente que comentavam de alguns filmes Marvel como Homem-Aranha e Homem de Ferro tecendo elogios para eles. Não teve como evitar se falar de HA3 e sua fase emo, eu sinceramente acho HA um filme para se ver numa sessão da Tarde e nada mais. Mas foi legal ver o povo debatendo o universo Marvel, sendo Marveletes de plantão ou apenas gostando de filmes do estilo. Foi-se há muito a época que apenas se tinha notícia do universo DC fazendo sucesso nas telinhas. Não tem como comentar que tinha um casal a nossa frente que creio tenham vindo direto de algum jogo (Arrisco do Inter) que estavam cheirando forte a bebida (O cara… Ela não) e deu pra ver que mal sabiam que filme iam ver. Deixando isso para trás e vestindo os óculos 3D podemos falar acerca do filme, pois a luz apagou e pré-estréia não tem trailer (uhuu!!)

O Filme

O filme começa no Novo México com uma cena introduzindo os personagens Jane Foster (Natália Portman – Uma física empenhada em fenomenos climáticos), sua irmã (Kat Dennings , Embuída do humor escrachado do filme) e um professor amigo de seu subentendido pai (Stellan Skarsgard, que serve como conselheiro e provavelmente deve voltar nos Vingadores). A cena inicial serve de contorno para contar a chegada de Thor a Midgard, a Terra. Porém essa parte passa batida e lembra mais o filme Twister com a Helen Hunt do que algum filme da Marvel. Aparece uma introdução também para a história dos asgardianos contada pelo próprio Odin aos seus dois filhos ainda crianças.  Então somos teletransportado para Asgard atual onde há de se elogiar o trabalho cenográfico e os efeitos visuais que diga-se de passagem são fenomenais. Ressalto o efeito da camêra que começa em baixo d’água e sobe até alcançar o castelo de Odin onde acontece a festa de coroação de Thor.
Chris Hemsworth encarna muito bem o papel do deus do trovão, porém nessas cenas iniciais não convence muito não. Não sei em que ordem foram gravadas as cenas, mas senti firmeza nele empunhando o Mjolnir a partir do momento em que ele pisa em Jotunheim, o reino de gelo. Na coroação do loirão bombado por Odin (Antony Hopkins que dispensa comentários de como fez bem o papel) alguns gigantes de gelo invadem o castelo de Odin atrás de uma relíquia de seu povo responsável por muita destruição no passado. Planos frustrados pelo segurança-mor de Asgard Thor emputece e resolve tirar satisfação mesmo indo contra o conselho panos-quentes de seu pai. E é aí que o filme começa pra valer e traz a cena que para mim é a melhor do filme, a batalha na terra dos gigantes de gelo. Querendo dar uma lição nos ousados gigantes que chegam a chamá-lo de “boneca” Thor parte para a briga com seus inseparáveis e muito leais amigos. Algo que eu comentei que teria que ter no filme antes de entrar na sala de exibição com minha garota, o orgulho de Thor, eu consegui enxergar nesse momento e não em cenas anteriores onde ele apenas chorava como um bebê que queria vingança. Sem se importar com o perigo que levava para seus amigos e seu reino alimentando a raiva dos homens de gelo Thor acertou em cheio o líder deles com seu martelo levando a melhor cena do filme. Na batalha Thor deixa claro seu orgulho ao então falar com uma pausa perfeita: Next? A batalha em terras geladas é muito boa e dispensa comentários além daquele de incentivo a assistir o filme, vale porém mencionar a parte do Thor girando seu martelo no chão fazendo voar esquifes de gelo por tudo que é parte e claro, a parte que Thor parte para o céu e volta… Ah, assista… é melhor. 😉 (Alias gostei do efeito do monstro correndo por baixo do gelo). Odin aparece para acabar com a desordem instaurada por seu filho e por seu comportamento rebelde e orgulhoso banindo-o de Asgard para a Terra conjurando a velha frase conhecida pelos marveletes de que quem for digno e empunhar o martelo, blablablá, terá o poder de Thor, arremessando o Mjolnir junto a Midgard.
Caindo na Terra o asgardiano é atropelado pela jovem Foster com quem desenvolve uma amizade embora as cenas dela se traduzem em fazer caretas taradas a cada vez que olha para o loiro musculoso. As cenas dos dois são bonitas, mas de onde nasceu tamanho interesse mútuo fica um pouco vago, abstrato. Nisso entra a SHIELD investigando o martelo, não antes de Stan Lee tentar puxá-lo – grande arroz de festa, huh? – e roubando os dados de pesquisa da cientista que começa a achar Thor um cara interessante. Thor aprende com seus novos amigos a humildade (Embora não seja tão explicito também como) e se preocupar com seus atos e como isso afetará os demais. Loki me deixou um pouco na dúvida se gostei ou não dele, o papel é muito bem interpretado, mas há algo faltando… Esse que fala a Thor que seu pai morreu e esse acredita na maior pureza, como se não estivesse acostumado com o sono de Odin. Aliás parabéns para o diretor que não rendeu as origens do quadrinho para o gosto ou entendimento popular mantendo-as e tentando fazer com que o público não leitor pudesse aos poucos entender essas partes mais obscuras a eles. Dr. Blake, seu alter-ego, só é citado como um ex-namorado que não se relacionava bem de Foster, embora alguns possam apontar isso como uma mudança radical gostei da postura do Kenneth Branagh e de sua coragem em tirá-lo da história centrando-a em Thor que em momento nenhum esquece quem é. Sinceramente não gosto muito do lado Blake se contraposto ao Thor e suas aventuras. A SHIELD tem alguns momentos legais como “tentando” impedir Thor de entrar no cerco ao seu martelo, o qual seguiu bem a risca os quadrinhos, pois Thor sem seus poderes equivale a um Capitão América. Fora essa cena a SHIELD praticamente serve para fazer comentários engraçados do Stark. Os fiéis e valorosos amigos de Thor partem rumo a Terra para buscá-lo de volta a Asgard e confrontar seu irmão psicótico Loki, que descobre ser adotado. Thor então passa pela prova de fogo ao dar sua vida pelos mortais a sua volta recuperando seu martelo Mjolnir e seus poderes. O resto é melhor você acompanhar no cinema para não perder a graça…

Considerações Finais:

Thor é um filme que vale muito a pena, segue a linha de bons filmes como Homem-de-Ferro e não cai em esteréotipos como o filme dos X-mens. Deixa a desejar um pouco por ter partes engraçadas demais e pouca batalhas. Todo primeiro filme tem um pouco disso, eu sei, mas a vontade era de ver mais um pouco Thor voando pelos céus e chutando alguns traseiros gelados a mais. Nem mesmo a cena final tem uma batalha em si onde (Tentar não estragar o final, gente) lembrou muito o desfecho de Superman Returns onde ele teve que fazer uma força colossal pra destruir um (O que era mesmo? Tanto tempo) enorme pedaço de rocha. Mas tudo bem, nada disso estraga o grande filme que Thor é e até porque as piadas são boas (Tá, algumas nem tanto) e leva a platéia abaixo em risadas, isso atrai o público descompromissado, mas para os fãs (Pelo menos eu acho) foi um pouquinho demais a patetada. Com um belo elenco (Não citei Heimdal, mas muito bem interpretado com sua voz impostada e sua armadura a la Aldebaran de touro), uma bela produção e uma bela direção do Kenneth Branagh (Tanto faz ser shakesperiano ou não, pô) Thor vale cada centavo investido. Na minha opinião o melhor filme da marvel ainda mais se pensarmos que é o primeiro, aquele que conta origens e blablablá. Ah, só o 3D que não impressiona, funciona efetivamente em poucas cenas como a de neve caindo ou para dar aquele efeito de primeira pessoa com os outros no fundo. Falando no diretor, ele abusou algumas cenas de velhos chavões, mas ele conseguiu fazer ficarem bons como quando Thor sem poder algum vai enfrentar o robô gigante cujo nome não lembro e aparece seus amigos lá atrás só olhando. Foi muito histórinha de super-herói, mas hey, é isso mesmo, não?
Assista Thor e tire suas conclusões. Vale ficar até o fim para a já habitual cena bônus. Quando assisti pela segunda vez cortaram ela, não deixem que o façam, vale a pena inclusive pela trilha do Foo Fighters, Walk.
Eras isso, aguardo com ansiosidade os Vingadores, mas confesso que me empolguei e to de olho já é na sequencia desse filmão. Que venha Thor 2!!

Ps. Sif muito mais linda que Jane Foster. =x

Toma Rumo Guri!!

Bônus Track:

Para você que esperou ansiosamente os créditos u.u trago-vos algumas coisas a mais:

Detalhe: Vejam vocês como os cinemas tão nem aí para os filmes que exibem, além de alguns shoppings tipo o Strip não passarem a cena final ainda nem se dão o trabalho de pesquisar:

Sinopse Arcoplex:

Thor (Chris Hemsworth) é um poderoso guerreiro cujas ações imprudentes faz reacender uma guerra antiga. Thor é enviado à Terra por seu pai Odin (Anthony Hopkins) e é forçado a viver entre os humanos. Um jovem bela cientista, Jane Foster (Natalie Portman), tem um efeito profundo sobre Thor, já que ela finalmente se torna seu primeiro amor. É aqui na Terra que Thor aprende o que é preciso para ser um verdadeiro herói, quando o vilão mais perigoso de seu mundo envia as forças mais sombrias de Asgard para invadir a Terra.
Sinopse Arco-íris:
Asgard. Após se desentender com Odin (Anthony Hopkins), Thor (Chris Hemsworth) é enviado para a Terra. Desmemoriado, ele leva uma vida como se fosse um homem comum. Logo ele conhece Jane Foster (Natalie Portman), por quem se apaixona. Só que a morte de Odin faz com que o reino de Asgard fique nas mãos de Loki (Tom Hiddleston), o irmão de Thor. Querendo eliminar o irmão, uma ameaça constante ao seu poder, Loki elabora um plano para atacá-lo na Terra.

WTF?!

Posters:

Vídeo de entrevista do @mausaldanha com quem esteve na pré-estréia, inclusive quem vos escreve:

Foto infame minha segurando o Mjolnir há alguns anos atrás, mostrando que sou digno para empunhá-lo. u.u

Eras isso… Só faltou dizer que amo ter uma namorada nerdizinha, que aliás gostou muito do filme. =)